28 de setembro de 2026
Ilmar Penna Marinho Jr

Defensa da verdade ou da ingerência da mentira

É verdade, o embaixador Roberto Campos superou grandes desafios ao comandar com competência e pulso firme o Ministro do Planejamento no período 1964 – 1967.

Foi um dos idealizadores da correção monetária e o criador de um órgão supervisor do sistema financeiro nacional (Banco Central) e de um fundo de segurança financeira para o trabalhador (FGTS).

Na persuasiva e zombeteira lógica argumentista combatia veementemente o expansivo monopólio estatal de petróleo. nos seus editoriais no OGLOBO, o jornal de maior circulação do país, na época.

Era o seu oponente editorial, como Master of Comparative Law da Georgetown University (Washington) com especialização em petróleo.

No prestigioso jornal, ao lado dos seus artigos contra o “Petrossauro”, estava o meu artigo, historiando as vitórias da PETROBRAS para o país alcançar a autossuficiente em petróleo.

O avô-embaixador se orgulharia: o seu neto comanda o Banco que criou e se tornou um obstinado vigilante da independência da autoridade monetária, não se intimando diante dos que querem ocultar as pessimistas previsões inflacionárias, para não prejudicarem as suas ambiciosas carreiras no poder.

O Brasil vive um tiroteio público no simulacro e policialesco estado democrático de direito.

De um lado, está o atual guardião da moeda, Mestre em Economia pela Universidade da Califórnia (UCLA), e com consagrada competência no mercado financeiro brasileiro pelos seus bem sucedidos18 anos de carreira em bancos privados.

Do lado oposto, temos um Presidente eleito, de tenebroso passado de ex-atrás-das-grades, ávido em recuperar a popularidade nas ruas e nas urnas, pelo mentirosa queda dos juros, sem garantir a estabilidade dos preços.

Na sua conduta técnica, o guardião, defensor de padrões morais públicos, recusou-se a aderir à farsa de baixar os juros do patamar estável de 10.50%, contrapondo-se à incerteza econômica no ambiente externo e sem aguardar a reforma tributária do Legislativo.

O falastrão Mandante, na embriaguez do poder, o acusou de que “não entende de povo” e o injuriou: “Não sei a quem que ele está servindo. Aos interesses do Brasil, não é”.

A postura de cumprir com rigor o seu dever institucional na fixação dos juros contra as condenáveis ingerências palacianas, é o corajoso exemplo de como com competência se deve influir para que se alcançar a verdade pública num Brasil Melhor, sob a proteção de Deus.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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