O fim das Viagens de Gulliver no Brasil

Mais uma vez Bolsonaro e Paulo Guedes leram meus pensamentos mais antigos, logo, fizeram mais um gol de placa.
O plano é que roças com menos de cinco mil almas penadas e arrecadação menor que 10% da receita total sejam incorporadas pela coitada da cidade vizinha.
Essa regra acabaria com a farra e a mamata em 1.254 Lilliputs Brasil afora e adentro. E acho pouco! Cabe mais!
Se uma cidade, no Brasil, tem menos de cinco mil habitantes, é porque não é nenhuma Brastemp. E geralmente, neste quadro dantesco, já sobra para as cidades vizinhas e maiores.
Vilas e vilarejos disfarçados de cidades têm mais é que virar bairros, distritos ou desmanchar no ar.
É curral eleitoral, é politicagem de “coronel”, de “sinhozinho”. Cidades que têm mais vereadores que gente! Cidades que gastam os tubos com um bando de vagabundos políticos e têm nem um vulgar posto de saúde.
Por mim, deveriam ser abandonadas. Deveriam virar cidades fantasmas, daquelas do Velho Oeste, onde moitas rolam nas ruas vazias ao sabor do vento sudoeste e dos tiros de Durango Kid.
Prefeitura e Câmara de Vereadores apenas sugam recursos públicos que deveriam ir direto para a população. E quem prega o contrário é Canalha!
73% dos municípios brasileiros estão na lama. 1.856 municípios, dos 5.337 avaliados, não conseguem pagar nem seus políticos inúteis. Um acinte!
E nosso governador, Romeu Zema, de novo, felizmente, faz coro com Bolsonaro e Guedes. Principalmente porque Minas é o estado campeão nesta praga.

Temos 853 municípios. 231 cidades com menos de cinco mil habitantes. 188 com arrecadação própria menor que 10% do total.
Chega!
Zema lembrou sua campanha: “Cidades minúsculas onde o vereador não ganha muito, mas ganha R$ 4.000, para trabalhar uma hora por mês. Quem ganha R$ 4.000 por hora? E a sociedade toda paga pelo ônus”.
Ainda na reportagem do jornal O Tempo, de BH, “Minas tem 330 cidades – com menos de 10 mil habitantes – que não conseguem se manter sozinhas”.
Amigas e amigos inteligentes, que pensam muito além do jardim e fora da caixinha, sem preconceito e pensamento único; concordam e ainda me ajudam escrever sobre estas “Cidades Mortas” no berço, sobre as quais Monteiro Lobato escreveu há 100 anos: 1919…
De Ludmila Gauzzi Carneiro: “Município com menos de cinco mil habitantes precisa de Prefeitura e Câmara, gentchy? Eu morei em um condomínio que tinha quase esse tanto de moradores… E a população flutuante era de duas mil pessoas por mês… Só o síndico já resolvia”.

De Thales Faria Pereira: “Fui algumas vezes à Rio Doce, cidadezinha com duas ou três ruas, muitas fazendas no município e a cidade mínima e pobre; mas a prefeitura e a câmara dos vereadores, eram de mármore, grandes vidros, ar-condicionado e tudo do bom, do caro e do melhor. No município inteiro devem morar umas duas mil pessoas… Isso se repete provavelmente nos 800 e tantos municípios mineiros. Ah! Todos tem DETRAN”.

“Voilà!”. É um dos motivos do eterno atraso de Minas. E ainda tem gente orgulhosa por possuir 853 cidades, metade delas, inútil.
De Alviney Andrade Pissarra: “Acabar com um amontoado de cabides de emprego, sanguessugas da nação!”.

De Valter Bernat: “Perfeito, daí pra frente vamos para os estados. Temos estados ridículos como Sergipe, Roraima, Rondônia, Acre que deveriam ser incorporados, inclusive e, principalmente, o Espírito Santo ao Rio, ou vice-versa…”.
Calma, Valter! “Primeiro Berlim, depois o mundo! kkk.

De Armando Gaudencio: “Tem muito condomínio que tem que esta quantidade de moradores… O Copam, em São Paulo, deve ter uns dois mil moradores. Somados as lojas e o fluxo do edifício, o número passa de cinco mil. E com um síndico”.
Chama o Tim Maia!
O maior navio do mundo, para cruzeiros, até 2018, era o “Symphony of the Seas”: 6870 passageiros, 2175 tripulantes e um capitão!
O segundo maior do mundo, o “Harmony”, transporta seis mil passageiros, fora a tripulação… Ele é 100 vezes maior que o Titanic, de 1912, que levava 2200 infelizes e, depois de namorar um iceberg, matou umas 1500 pessoas ainda mais infelizes; entre eles, o ator Leonardo Di Caprio. Eu vi quando ele morreu, congelado no mar.

PS: Cidades pequenas, mentes pequenas…

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