Maria das Doris e dos Days


96 anos! Muito não é muito pouco. Ontem, caiu uma ficha terrível.
Numa chamada do Telecine Cult, apareceu a Nicole Kidman e pensei: “Meu Deus! Nunca vou provar do mel da Nicole Kidman. Que coisa triste! Que coisa impossível e mais irreversível. O mesmo Deus dá asas a quem não gosta de voar, como Diego Hipolyto e Tom Cruise. E claro, algum iluminado já provou dos sabores de Nicole, já garimpou em suas águas macias e róseas, seus pântanos, vales e colinas”.
Eu já era conformado com pensamentos lúgubres do tipo: “Nunca vou ver Ingrid Bergman nua, Kim Novak pelada, Elizabeth Taylor sem roupa, Grace Kelly como veio ao mundo, Rita Hayworth completando o strip-tease de “Gilda”, Ava Gardner brincando de Eva na ventania”.
Da Sharon Stone, a única coisa que vi e podemos rever é aquela cruzada de pernas fatal e selvagem; um peitinho ou outro.
Mas a Nicole Kidman, que ainda dá um gostoso caldo, nunca vou sentir.
Aé, veio a Doris Day, hoje, mortinha da Silva, aos 96 anos.
Doris Day foi muito bonita e gostosa, mas muito careta, muito “namoradinha dos Estados Unidos”, tipo Regina Duarte, na Idade da Pedra.
Vá saber o que Doris fazia entre quatro paredes… Agora, só numa biografia, uma janela indiscreta.
Talvez ela fosse mais doidona, mais sexy, mais interessante, se fosse Doris Night e não Doris Day.
Ou Doris Afternoon, como Catherine Deneuve, em “A Bela da Tarde” (Belle de Jour). Outra que nunca verei nem no chuveiro da minha Psicose.
É muito chato (triste), este negócio de “nunca mais”.
Será que à época de Ingrid, Kim, Elizabeth, Ava, Grace, Doris, Rita, Brigitte Bardot, Jane Fonda, entre outras “femmes fatales”; elas não faziam “nudes” a lenha ou em polaroide; para os namorados, amantes?
A Jennifer Lawrence fez… Gostei…
E a sueca Alicia Vikander?
E a sul-africana Charlize Theron, Angelina Jolie, Meg Ryan? São tantas emoções…
E esta enfermeira gata, Karen, que levou minha irmã para a cirurgia de catarata, Niagara Falls, há 40 minutos?
Ops! Esqueci que estou de acompanhante, aqui, na sala de espera 303, no hospital. Melhor, no Centro Oftalmológico de Minas Gerais, rua Santa Catarina, em frente ao restaurante chinês Yun Ton.
Que outras atrizes eu gostaria de ver nuas e peladas, quando eram jovens e lindas? Sophia Loren, claro! Monica Vitti, Monica Bellucci, entre as italianas…
Entre as francesas, além de Brigitte e Catherine; Emanuelle Béart; Emanuelle Seigner, mulher e atual musa de Roman Polanski. A falecida dele, Sharon Tate também, antes do Charles Manson, claro.
A Kristin Scott Thomas que trabalhou com Emanuelle Seigner, em “Lua de Fel”, do mesmo Polanski.
E por falar tanto em Emanuelle, a própria, a holandesa Sylvia Kristel que, infelizmente, quando viveu Emanuelle, era quase tão peluda quanto a Claudia Ohana…
A Kristin Scott Thomas, de novo, falsa magra, em “O Paciente Inglês” e seu esternocleidomastoideo. Cena linda com Ralph Fienes que um dia me renderá outra crônica, saída de um baú de espantos e lembranças.
A Juliette Binoche, não. Também em “O Paciente Inglês”. Nem pelada! Não é meu tipo.
A Debra Winger, em “O Céu que nos Protege”, do Bertolucci, com a Liv Tyler, esta sim, em “Beleza Roubada”.
Bertolucci: Maria Schneider não, em “O Último Tango em Paris”. Eva Green ainda rima com sim, em “Os Sonhadores”, do mesmo Bernardo e “Casino Royale”. Que peitos! My God! My Dog!
A australiana como Nicole Kidman, Cate Blanchett. E a serelepe Geraldine Hakewill, que “conheci” semana passada, na série “Wanted”…
As americanas… Já citei muitas… Daqui a pouco lembro outras. Shirley MacLaine.
As brasileiras? Sempre penso na Luana Piovani. Sônia Braga quando era Gabriela e não babaca.
Tchau Dóris Day, te vejo, vestido de Adão, no Paraíso.
PS: Esta crônica é dedicada não às musas impossíveis, mas à uma atriz linda e deliciosa que só eu conheço: Marie “Madeleine Berthe” Lebeau, que eu adoraria ter numa banheira, em 1942 e que nasceu no mesmo ano em que meu pai, 1923. Yvonne, para os íntimos…

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