Brasil Mad Max, Brasil Blade Runner


Prevejo para o Brasil um futuro meio Mad Max, meio Blade Runner.
Uma terra devastada física e intelectualmente, uma zona proibida do lado de baixo do equador, habitada apenas pelos que não conseguiram abandoná-la.
Os pobres e explorados, ceifados às centenas e milhares, dividida entre os bandoleiros predadores e a casta de pensadores malignos, unidos em sua depravação.
Tristes trópicos.
A situação atual em nosso país me lembra também uma outra distopia clássica do cinema.
O filme “O Planeta dos Macacos”, o original, de 1968, que possui uma das cenas finais mais impactantes da história do cinema.
O astronauta Taylor e sua crush (aprendi! hahaha!) Nova (é, o nome dela é esse, Nova) dão de cara com a Estátua da Liberdade semi enterrada na areia e Taylor percebe a super deeper lambança feita pelos humanos.
A cena final, apoteótica e epifânica, acontece na Zona Proibida.
Como diz o nome, era vedada aos macacos, que, na história, ocupam o lugar dos humanos como representantes da civilização – e que portanto não tinham nada que meter seus peludos traseiros em lugar tão desagradável.
“Aonde você quer chegar EXATAMENTE com essa história de traseiros peludos e clássicos do cinema, hein, Joseph?”, talvez vocês estejam se perguntando, amigos e vizinhos.
No futuro, se as coisas não mudarem, prevejo que o Brasil vai ser uma espécie de Zona Proibida do mundo, um lugar onde quem tem juízo não chegará sequer perto ou, se aqui estiver, tentará dar o fora o mais rapidamente possível.
Pensando bem, acho que já é assim. Que droga.

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