Quem governará o país, o político ou o candidato?

Imagem: Arquivo Google – poder360.com.br

“Dupla personalidade é uma condição mental caracterizada pela existência de duas ou mais identidades que se alternam no controle do comportamento da pessoa”. Em busca de novos eleitores, Haddad, membro de um partido que, em defesa de companheiros delinquentes, confrontou inúmeras vezes a Justiça, posa, agora, de democrata (?) e fala em projetos para o desenvolvimento do país que o partido faliu.
Do outro lado, Bolsonaro, ferrenho defensor da tortura e das ditaduras (militares), se diz democrata (?), com planos para revogar a crise ética e econômica em que vivemos.
Declarações são palavras que os políticos falam hoje e não cumprem amanhã. No primeiro turno, a plataforma de Haddad foi uma, agora mudou radicalmente. O que de fato será feito se ele ganhar?
Bolsonaro passou sua vida política pregando medidas antidemocráticas, estatizantes e antiliberais. Agora prega o contrário a ponto de desmentir seu vice, que fala o que o ex-capitão sempre pregou. Em quem acreditar se todos têm o hábito de fazer o contrário do que prometem?
Quem conhece um pouco de zoologia sabe que a lula e o camaleão possuem a capacidade de mudar de cor, de acordo com o ambiente, camuflandose para se confundir com o mesmo. O PT, justamente, nesta fase de eleições, se presta a perder até a sua identidade ao mudar sua tradicional e simbólica cor vermelha para as cores verde e amarelo. Será que este partido pensa que vai confundir o eleitor com este marketing enganoso? As pessoas não são tão ingênuas!
Quando a apuração das urnas confirmou as pesquisas, entre a euforia dos bolsonaristas e a esperança barulhenta dos petistas, ouviu-se um silêncio incômodo. Era a sensatez. Não somos maioria, mas uma parcela importante do eleitorado brasileiro que está perplexa com as opções que nos restaram, ainda que aquelas presentes no primeiro turno não fossem apetecíveis. Resta-nos acreditar na democracia e no funcionamento exemplar das instituições, a fim de mitigar potenciais danos causados por arroubos extremistas.
Fica no ar a pergunta: quem governará o país, o político ou o candidato?

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