22 de maio de 2024
Editorial

Fora, Temer, mas fica, Dilma e volta, Lula?


Manifestações contra governos incompetentes e corruptos, como os de Lula, Dilma e Temer, são legítimas em regimes democráticos, mas badernas, como as promovidas em Brasília, no Congresso, e nas ruas afrontam a democracia e deixam no ar suspeitas sobre a indignação seletiva daqueles que jamais criticaram escândalos de corrupção, que, somados à incompetência dos governos petistas, levaram o país à dramática situação política e econômica. “Ideologias” não avalizam incompetência e corrupção.
A baderna e a violência em Brasília demonstraram o que é a democracia na visão das centrais sindicais. A inspiração venezuelana dos confrontos foi a resposta que encontraram para defender seus próprios interesses. Se estivéssemos em um país decente, os baderneiros estariam sendo acusados de terrorismo e seriam duramente condenados. Por essas terras sem lei encontram amparo em políticos esquerdistas que vivem às custas do dinheiro público ou sindical.
Essa baderna foi anunciada e tramada no Congresso, por deputados e senadores da oposição, junto com os líderes sindicais de sempre. Será que diante de tanta corrupção sobrou alguma autoridade idônea/honesta em algum dos três poderes, para cobrar todos os danos públicos/privados causados por essa corja e colocá-los na cadeia? Está correndo frouxo demais.
Passeata liderada por CUT e centrais sindicais ligadas ao PT não poderia ser algo pacifico. Cada vez mais mostram que são vândalos, destruidores e não sabem reivindicar nada sem violência. Unia cambada sustentada pelas centrais sindicais que cobram do trabalhador para manter não só seus dirigentes sem trabalhar como pagar a esse pessoal que não trabalha e ganha dinheiro com baderna.
Pena que a polícia é cerceada em suas ações, em nome dos direitos humanos, e ainda é agredida por essa horda de vagabundos, pois contra eles só a força.
É uma vergonha o que ocorre no país. A estrutura política desmoronou. A moral, a ética, a dignidade foram para um abismo profundo. Que se discorde de uma ideologia ou de um sentido político é um direito de todos, mas sempre com respeito às coisas públicas.
Manifestações são, e devem, ser permitidas, porém destruições devem ser combatidas e punidas exemplarmente. As entidades incentivadoras devem ser cobradas e multadas pelas destruições.
Toda manifestação deve ser civilizada para atingir o seu objetivo, demonstrar a aprovação ou o descontentamento por alguma situação concreta, servindo como pedido de justas e dignas transformações para o bem de um povo que espera ver, e viver, o progresso e a paz. Lembram-se das manifestações de 2013?
A frase da foto que ilustra este editorial define nossa atual situação política. Fora, Temer, mas fica, Dilma e volta, Lula?  Eleições indiretas com este Congresso?

Valter Bernat

Advogado, analista de TI e editor do site.

Advogado, analista de TI e editor do site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *