Hoje, morreu Jô Soares.

Desde que liguei o rádio, ouço de todos que comentam a sua “passagem” que se tratava de uma pessoa generosa, imensamente generosa.
Tinha sempre uma palavra boa, um incentivo, mesmo para quem ele sequer conhecia.
Era capaz de ligar para elogiar um bom texto, uma boa foto…
Que coisa maravilhosa, que exemplo de pessoa para cima, capaz de se desligar de si mesmo e do próprio umbigo, para dar de si – um gênio multitarefa e multifacetado que, definitivamente, não precisava que alguém lhe elogiasse ou lhe abrisse espaço, cuja palavra facilmente poderia criticar, diminuir ou desfazer do próximo, ser capaz de ligar para quem não conhecia e fazer um elogio.
O budismo diz que só podemos ser felizes olhando para o próximo e fazê-lo feliz.
Acredito que a generosidade pode ser aprendida, mas, hoje, ela está em desuso e fazendo muita falta.
Esse grande homem, que acaba de nos deixar, deixou também esse legado.
Muito obrigada, Jô; não só por isso, mas, também, pelas muitas risadas – e fazer rir como você fazia, não é para qualquer um!
Este país, hoje, indubitavelmente, está mais triste e mais pobre.

