18 de abril de 2024
Colunistas Sylvia Belinky

E la nave va…

Ligo o rádio e, de cara, duas más notícias: a Livraria Cultura, um ícone e atração turística de São Paulo, faliu e os cinemas do Itaú da Rua Augusta fecharam – vão se transformar em (mais um) prédio…

O comentário da jornalista é que não se trata de falta de cultura (eu acrescentaria “só”) mas de baixa frequência, as pessoas não vão mais às grandes livrarias, aos cinemas de rua, têm medo de sair.

Como bem observou Raul Justi Loris, ter pena ao final da notícia não serve de nada, há que se tomar alguma atitude antes – mas é por isso mesmo que continuo assinando o Estadão, embora haja bastante verdade no fato de uma andorinha não fazer verão…

Reconheço que, há tempos, não vou numa livraria e lamento muito: o contato com o livro-papel é, no mínimo, reconfortante, como se ainda houvesse salvação para o gênero humano: se os livros continuam a ser publicados, o futuro está garantido:  faz-de-conta…

Ontem mesmo tive que sair para ir ao INSS, algo que vinha adiando sine die por razões óbvias, mas me surpreendi: tá certo que o que eu precisava era pouca coisa, mas fui atendida rapidamente e bem!

Contando que iria ter a mesma sorte, aproveitei e fui também ao Poupa Tempo para tentar renovar minha CNH, com uma pessoa, não com uma máquina – andei por volta de 5 quarteirões mas não tive a mesma sorte: o Detran, para isso, só via Internet que, no local, estava falhando…

Gosto de analisar as reações das pessoas quando você conversa com elas, lhes dá um pouco de atenção, é gentil e educado; a grande maioria fica encantada dom a possibilidade de trocar algumas palavras com alguém.

Ouço que torcidas se enfrentam na volta dos estádios, que a França se preocupa com as crianças expostas à pornografia e também aos pedófilos e que isso está se dando cada dia mais cedo porque seus pais as deixam soltas com celulares, e seus pais são cada dia mais jovens e bastante sem noção nem educação de qualquer tipo…

Empresas enormes de nomes mundialmente conhecidos, estão dispensando dezenas de milhares de funcionários – eufemisticamente chamados hoje de “colaboradores” – uma vez que, as compras com as quais contavam no início da pandemia, foram de menor porte do que imaginaram…

Não consigo não pensar que Putin, cada dia mais isolado e execrado do que nunca, possa jogar uma bomba nuclear na Ucrânia, para não haver traços testemunhais de sua insanidade…

E la nave va, como naquele filme do mesmo nome… Fino a quando? Non si sa!

Sylvia Marcia Belinky

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

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