Vale a pena ler de novo: Por que Lula e sua turma falam tão mal de Dilma

dilma_lula_1Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva
(Foto: Divulgação)

Se Dilma perecer antes de terminar seu mandato, Lula aí estará para se oferecer como salvador do país.

A pedido de Lula, com quem se reuniu, ontem, em São Paulo, João Pedro Stédile, coordenador nacional do Movimento dos Sem Terra, confirmou que mandará seu “exército” engrossar o ato do próximo dia 13 convocado pela Central Única dos Trabalhadores em defesa da Petrobras e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Foi Lula, há 15 dias, quem batizou de “exército” o pessoal comandado por Stédile. E ameaçou chamá-lo em defesa do governo, do PT e de Dilma, se necessário. Pelo jeito, a necessidade se impôs.
Embora Stédile tenha tentado desconversar:

– Não é problema de defender governo, não. Nós vamos defender a democracia, a institucionalidade. Houve uma eleição legítima, uma maioria clara e essa institucionalidade para o bem do país e da democracia deve ser defendida.

Claro que “é problema de defender o governo”, sim. Que está acuado, confuso, sem um norte. O próprio Stédile reconhece isso quando afirma:

– A presidente foi reeleita com toda legitimidade, o que falta a ela é que nestes dois meses eles ainda não anunciaram nenhuma medida concreta que beneficie o povo. Então é essa estupefação porque
Dilma foi reeleita para seguir um programa de melhorias para o povo e até agora o governo está inerte.

Por que pessoas tão estreitamente ligadas a Lula ou dele dependentes costumam descer a lenha em Dilma e no seu governo?

A resposta é simples: quanto mais fraco for o governo de Dilma, mais ela dependerá de Lula para se sustentar até o fim.

Lula precisa disso para não perder importância e continuar arrancando favores de Dilma.

De resto, se Dilma perecer antes de terminar seu mandato, Lula aí estará para se oferecer como salvador do país, capaz de construir um pacto nacional em torno de Michel Temer, o vice-presidente da República, e depois em torno de si próprio para 2018.

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