O desespero dos generais com o indisciplinado capitão

Sem conseguir controlá-lo

O general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira fala ao presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia de formatura de novos paraquedistas no Batalhão de Infantaria Paraquedista da Vila Militar , no Rio de Janeiro – 24/11/2018 Fernando Souza/AFP

Generais que cercam de perto o presidente Jair Bolsonaro admitem o fracasso em tentar limitar seus passos, segundo a edição desta semana do TAG REPORT, relatório das jornalistas Helena Chagas e Lydia Medeiros. Bolsonaro é incontrolável. Já era assim nos tempos de soldado e cabo. Ao seu afastado do Exército por conduta antiética, ganhou a patente de capitão.

Queixam-se de conversar com ele, aconselhá-lo a se expor menos, analisarem os riscos do seu comportamento, quase sempre no fim Bonsonaro concorda com o que ouve. Para de repente, sem avisá-los, aprontar mais uma. Muitas vezes só ficam sabendo na última hora que ele sairá para mais um passeio, ou para participar de mais uma manifestação.

Andam preocupados também com a entrega de cargos do governo para o Centrão, o grupo de partidos políticos mais fisiológicos. Já advogaram junto a Bolsonaro que é preciso designar militares para tomarem conta de cada nome nomeado pelo Centrão. Mas Bolsonaro é contra. Alega que se é para obter apoio político, o Centrão deve sentir-se à vontade.

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