
Existe um certo país, de um certo continente, de um certo planeta, de um certo universo, onde lá tudo funciona pelo anverso.
Nesse país, as inversões de valores sobrepõem-se aos da moral, da ética, da transparência, da licitude e da democracia.
Nesse país, um presidente governa por dois mandatos envolvidos de atos de corrupção comprovados, é julgado e condenado a prisão e por um passe de mágica de uma “caneta de condão” tem todos as acusações anuladas e recupera os seus direitos políticos, torna-se elegível, concorre novamente ao mesmo cargo pelo qual foi condenado, é diplomado como eleito em um processo um tanto quanto suspeito e sob a proteção de um tribunal eleitoral comandado por um “superministro’ onipotente, onisciente e onipresente.
Nesse país, um ministro do Supremo Tribunal Federal é acusado por um ex-assessor de praticar investigações de pessoas fora do rito legal e ainda contar com a defesa estapafúrdia de seus pares, com direito a “beijinho na mão” como ele fosse um imperador ou o papa.
Nesse país, as grandes entidades jornalísticas continuam subservientes ao mandatário a seus asseclas, afinal de contas os interesses econômicos falam mais alto.
Nesse país, o Presidente da República impõe cortes bilionários no orçamento da União comprometendo a saúde, a educação e os programas sociais, mas mantém a gastança com viagens internacionais levando dezenas de ministros a tiracolo e ficam hospedados em hotéis luxuosos dignos de sheiks árabes cuja diárias ultrapassam R$ 20 mil reais.
Nesse país, o um presidente prometeu durante as suas campanhas eleitorais acabar com a fome e a miséria, mas atualmente, cerca de 70 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, representando aproximadamente um terço da população do país.
Por fim, nesse país os seus cidadãos já não sabem mais o que é certo ou errado, o justo e o injusto.

