
Representante do Brasil esperneia e passa pano contra ação dos EUA contra o ditador Nicolás Maduro
O Brasil voltou a ocupar o papel constrangedor de figurante no grande palco da diplomacia internacional. Sem assento permanente e, portanto, sem direito a voto no Conselho de Segurança da ONU, o país assistiu, de fora, à decisão dos
Estados Unidos contra o ditador Nicolás Maduro, enquanto seu representante limitou-se a protestos retóricos que ecoaram apenas nos corredores vazios da irrelevância diplomática.
Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, realizada hoje em Nova York, os governos do Brasil, China e Rússia, entre outros países, criticaram o ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
Do lado americano, o representante do governo Donald Trump afirmou que se trata de uma operação policial, negando qualquer cenário de guerra ao declarar que “não há guerra”.
Ainda assim, o Brasil voltou a condenar a ação, mesmo sem citar líderes nominalmente. O embaixador brasileiro no Conselho de Segurança, Sérgio Danese, afirmou que o ataque à Venezuela afeta toda a comunidade internacional e cria um precedente perigoso para o mundo. “Não podemos aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”, declarou diante dos demais países do colegiado.
O discurso brasileiro, embalado por um moralismo seletivo e por uma insistente defesa de regimes autoritários travestida de “não intervenção”, soou mais como esperneio diplomático do que como posicionamento estratégico. Faltou peso político, faltou coerência histórica e, sobretudo, faltou respaldo internacional.
Quando a hora exige firmeza e alinhamento com a democracia e os direitos humanos, o Brasil escolheu novamente o caminho do isolamento. A cena foi simbólica: enquanto potências decidem, o Brasil reclama; enquanto o mundo age, o Itamaraty protesta; enquanto a ditadura venezuelana é pressionada, Brasília tenta relativizar o óbvio.
Por fim, defender um ditador sanguinário e tirano como Nicolás Maduro, direta ou indiretamente, é fechar os olhos para prisões arbitrárias, perseguições políticas e para o colapso humanitário que empurrou milhões de venezuelanos ao exílio.

Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade do Estado da Bahia (1987)-UNEB e graduação em bacharelado em administração de empresa – FACAPE pela FACULDADE DE CIÊNCIAS APLICADAS DE PETROLINA (1985). Pós-Graduado em PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL. Licenciatura em Matemática pela UNIVASF – Universidade Federal do São Francisco . Atualmente é proprietário e redator – chefe do blog o ProfessorTM
