25 de maio de 2024
Yvonne Dimanche

MEB – Movimento de Educação de Base


Queridos leitores, comecei a trabalhar bem jovem. Tive três empregos: no Unibanco por apenas oito meses. Depois fui para uma entidade filantrópica ligada ao CNBB e por último ao Banco do Brasil. Em toda a minha vida, fiquei apenas quatro dias desempregada, justamente os dois finais de semana entre um emprego e outro. Eu sou filha do “milagre econômico” quando podíamos até escolher empregos.
Bom, o meu amor eterno para todo sempre amém é o Banco do Brasil. Foi lá que eu conheci o meu marido e praticamente 80% dos melhores amigos que alguém poderia ter na vida. Chamam isso de corporativismo, eu chamo de amor.
No entanto, o melhor, o melhor mesmo foi esse segundo emprego no Movimento de Educação de Base (de 07.05.1973 até 13.09.1974). Lá conheci um monte de padres e bispos que nada tinham a ver com a igreja católica milenar. Tudo ali era revolucionário, cultura, conhecimento, enfim tudo de bom. Foi nesse espaço que eu deixei de ser a nenenzinha da mamãe para me tornar uma pessoa mais antenada com o mundo. Isso tudo com menos de vinte anos.
Só saí de lá para trabalhar no BB, porque a minha chefe disse que se eu não pedisse demissão, ela me mandaria embora. Eu queria continuar lá naquele meu mundo especial que foi muito lindo, mas a segurança falou mais alto. Sofri demais, tive febrão por uns quatro dias. Dramática que era naquela idade, queria até morrer. Vejam só.
No meu primeiro dia em que me apresentei no BB parecia uma vaca indo para o matadouro. No segundo dia já foi um pouco melhor. Na semana seguinte já estava amando os meus colegas, todos mais ou menos da minha idade. E eu voltei a ser feliz rapidamente, rs.
Ah sim, antes que eu esqueça saí de lá ganhando Cr$ 1.756,00 para ganhar Cr$ 1.233,00. No ano seguinte o MEB foi transferido para Brasília. Bom, o tempo se encarregou de me mostrar que a fila anda, mas para mim o MEB vai ficar a vida inteira no meu coração.
Um bom final de semana para todos e até o próximo Boletim.

O Boletim

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