9 de agosto de 2022
Yvonne Dimanche

Dia Internacional das mulheres


Queridos leitores, nesta semana tivemos o dia internacional da mulher, em minúsculas mesmo, porque mulher ainda não é considerada gente. As felicitações que recebi foram lindas, mas senti falta de algo mais. Bom, deixa pra lá.
Há uma foto tocante em que aparecem várias mulheres que foram queimadas, porque lutaram pelos seus direitos na década de 1910, com o seguinte recado: “nem belas, nem recatadas e nem do lar. Elas correram atrás”.
OK, tudo bem, mas eu quero fazer fazer a minha homenagem às belas, recatadas e do lar:
– Minha mãe que foi depressiva por muitos anos e só se permitiu entregar-se à doença quando sentiu que os filhos não precisavam mais dela. Inteligente, culta, mas optou pelos filhos.
– Minha sogra, senhora soberana de um lar cheio de homens e que educou todos com mão de ferro.
– Dona Fulana, nada bela, nada recatada, com a cara da pobreza, mas que trabalha em vários empregos para dar dignidade aos seus filhos.
– Dona Beltrana que entregou o filho à justiça para evitar que ele fosse morto pelos bandidos com quem convivia.
– As centenas de mulheres que recebem o bolsa família, porque, caso o benefício vá para os pais, está arriscado eles gastarem tudo com cachaça ali na esquina.
Quanto às não do lar, meu carinho por diversas famosas como Eleanor Roosevelt que tirou o povo americano da miséria depois do crack da bolsa em 1929 e o mérito todo ficou na conta do marido dela, o presidente Franklin Delano Roosevelt.
Queria homenagear também várias amigas, mas não vai ser possível, porque não posso esquecer ninguém. Mulheres que não vieram ao mundo a passeio e das quais sinto o maior orgulho. Feliz 365 dias das mulheres.
Um lindo final de semana para todas e todos e até o próximo Boletim.

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