Vá em paz, Zé Bettio

Foto: Arquivo Google – Terceiro Tempo

Eu comecei a minha carreira como repórter na década de 80, e o primeiro trabalho foi na edição comemorativa dos 60 anos de Rádio no Brasil, da #RevistaPropaganda
Conheci gente incrível, bebi história na veia. Eu estava com quase tudo pronto para entregar a parte que me coube, mas faltava uma entrevista: Zé Bettio.
Foi uma luta insana. Ligava, ele estava no estúdio, ou na rua, ou dormindo, enfim, não ia de jeito nenhum. Eu deixava recado em todo lugar que pudesse encontrá-lo.
Um dia, sem mais, ele retornou no número da minha casa. Meu cunhado àquela época atendeu (eu não estava em casa, estava na redação).
Segue o diálogo:
Cunhado: Alô, é o Beto
Zé: boa tarde, aqui é o Zé Bettio, eu quero falar com a Silvana
Cunhado: Zé quem?
Zé: Zé Bettio
Cunhado: Ah, vai tirar sarro da sua mãe! (e desligou)
Um fofo, esse cunhado, realmente. Depois dessa, fiz um plantãozinho básico na porta da emissora, consegui falar com ele, rimos muito da coisa toda e dá-lhe aula de rádio, de vida, de tudo.
Vai em paz, missão cumprida, Zé, com louvor e manda um beijo pro Seu Romildo, seu fanzaço naquela época.

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