A ressaca dos que não bebem

Foto: Arquivo Google

Dia seguinte do embate Moro, Lula e a sensação é de… ressaca, que seria bem próprio do Lula, não estivesse ele morto de medo do que teria que enfrentar – e que, mesmo sóbrio, já seria complicado.
A defesa do bebum tentou de tudo para impedir o encontro ontem, mas, mesmo após os três últimos habeas corpus, isso não foi possível. E ele encontrou uma das poucas criaturas no mundo, cuja estatura moral e profunda elegância não iria permitir que ele transformasse esse interrogatório em um circo – nem que tivesse que usar sua autoridade.
Para mim, o ex-presidente é um tipo repugnante, mas o efeito dele nessa situação em que o domínio é do outro lado – e ele estava bem adestrado para não cutucar de modo algum, muito menos desabrido como ele é sempre – o efeito é aquele da cobra que hipnotiza sua vítima, que sequer pernas consegue para correr…
Fiquei olhando, ouvindo e pensando nos 60 milhões que vão votar nele. A claque e a plebe ignara, tudo bem, não se espera delas nada de melhor; mas, o que dizer dos “ilustrados”, que acreditam que essa é nossa única alternativa, o único com preparo para… a vida pública?
Eu, ainda que me esforce, não consigo considerá-lo com preparo para mais do que para uma nova chicana, de proporções menores desta vez, até porque não sobrou muito mais… com quem roubar! E ele agora tem um passado não exatamente impoluto – ainda que ele se orgulhe do que fez da Petrobras, assim, dito com todas as letras…
O que vimos e ouvimos ontem – Lula se cevando em cima dos procuradores mais jovens, usando de tom mais raivoso e respondendo atravessado, que não o colocaram em seu lugar muito provavelmente para não levar a pecha de ter transformado o interrogatório em um “linchamento político”…
E o ex-presidente, o homem mais honesto do Brasil, dono da tecnologia “tefal”, em quem nada gruda, tentou armar o circo, conchavar e fazer baixar a guarda, mas, descobriu bem depressa que não estava entre seus pares: e que sorte a nossa que o juiz é Sergio Moro!

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