12 de agosto de 2022
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Muito obrigada

Na rotina desagradável de ler as notícias brasileiras – somente roubos, mentiras, política imunda, cafajestadas – tropecei  num momento de felicidade: algumas empresas patrocinadoras do Boa Esporte, que contratou o goleiro Bruno, desistiram de colaborar com o clube. Não querem os seus nomes ligados ao de um assassino cruel, que a justiça brasileira achou de bom-tom devolver à sociedade.

Ainda sobra alguma ética no nosso combalido país. Finalmente, alguém conseguiu manifestar a nossa frustração de ver  um criminoso liberado. Criminoso que, ainda por cima, foi capaz de declarar que a sua prisão não adiantava muita coisa, já que a vítima, morta com requintes de crueldade, não iria mesmo voltar.
Desejo que o Boa, que num momento de insanidade brasilis contratou um monstro capaz de picar em pedacinhos a mãe do próprio filho e, depois, dar para os cães comerem,  perca todos os patrocinadores e toda a torcida. Desejo que vá à falência e seja execrado nos estádios de futebol. Desejo que os outros jogadores se recusem a entrar em campo ombreando Bruno. Desejo que este ser inqualificável, que se autodenomina atleta, pague, de alguma maneira, o hediondo crime que cometeu. Desejo, principalmente,  que o exemplo dos grupos Gois&Silva e Kanxa seja seguido por todas as outras empresas que apoiam o Boa.
Já que a nossa Justiça, além de conivente com a ladroagem, resolveu também abençoar matadores, é bom que as empresas comecem a reagir. Elas falam a única linguagem que, parece, o Brasil contemporâneo sabe ouvir: a do bolso, a que anuncia prejuízos.
Bruno solto é inadmissível. Bruno jogando futebol, inimaginável.
Agradeço muito aos que tiveram coragem de começar a reagir a tanta vigarice e impunidade.

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