29 de maio de 2024
Eliana de Morais

Sobre o Seminário Internacional contra Violência Doméstica

RTEmagicC_Jamilton.JPGJamilton sendo condizido da audiência de custódia para a Central de Flagrantes, no sábado
(Foto: Evandro Veiga/ Arquivo CORREIO)

Mais um caso em que pessoas de Salvador e do Brasil todo pagam antecipadamente para participar de um evento em Salvador e no horário e local em que deveria acontecer, NÃO HÁ EVENTO E NÃO HÁ HOSPEDAGEM!!
O evento foi produzido e organizado por um psicólogo. Nada contra. Até porque, depois de anos e anos de reivindicação do setor de turismo, em 18 de janeiro de 2012, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei 12.591 que regulamenta a profissão de turismólogo no país.
No entanto, o texto sancionado vetou três artigos que previam exigências para o exercício da profissão.
O artigo 1º exigia que a profissão de turismólogo fosse exercida pelos diplomados em curso superior de bacharelado em turismo, ou em hotelaria, ministrados por estabelecimentos de ensino superior, oficiais ou reconhecidos em todo território nacional; pelos diplomados em curso similar ministrado por estabelecimentos equivalentes no exterior, após a revalidação do diploma; por não diplomados que exercessem as atividades de turismólogo ininterruptamente há, pelo menos, 5 anos. O artigo 3º exigia exercício na forma do contrato de trabalho, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho, ou como atividade autônoma.
O artigo 4º exigia registro em órgão federal competente.
A lei manteve apenas o artigo 2º, que trata das atividades do turismólogo.
Portanto, QUALQUER PESSOA pode produzir e organizar eventos. Quando existe o desejo e a necessidade de um evento acontecer, ele acontece. Até sem organização nenhuma. Na louca! Todo mundo sabe disso.
No entanto, para um evento ser bem sucedido e atender a todos os requisitos de viabilidade, conforto, segurança (alimentar, patrimonial e de integridade física), de sustentabilidade (no sentido de impactos ao meio ambiente de acordo com as normas da ISO 20121) e outros itens, aí já são outros quinhentos e é necessário sim UM PROFISSIONAL DE TURISMO E EVENTOS.
OUTRA COISA: segundo a ICCA, a entidade que cuida dos eventos no âmbito mundial, para um evento ser denominado INTERNACIONAL, é necessário que pelo menos 20% do público seja de outros países.
Apenas parem.
link para a reportagem: http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/psicologo-que-organizou-congresso-em-ondina-comenta-cancelamento-do-evento/?cHash=ca80a6fc2be1bf2b61d9ce7f1581c244

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