Conhecimento é poder


O pouco que eu acompanho da imprensa, na verdade o mínimo possível, só reforça a minha certeza de que ou a notícia é manipulada ou o responsável pela notícia é despreparado. Como conhecimento é poder, vejamos dois exemplos:
1. A Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, não recomendou, o verbo que andei lendo — ela ENCERROU a investigação esdrúxula aberta a mando do “amigo do amigo do meu pai”, presidente do STF. Com toda razão. Nenhum juiz pode, ao mesmo tempo, acusar, investigar e julgar um cidadão. Só durante a Inquisição. E o “acusado” ser obrigado a depor sem saber do que está sendo acusado, além de kafkaniano, é crime de abuso de poder por parte do juiz. É isso que está acontecendo. Ao recusar-se a encerrar a investigação, Alexandre de Moraes do STF, bateu de frente com a PGR (Procuradoria Geral da República). O que causou uma crise institucional.
2. Para fazer um sacrifício, na Semana Santa, e expiar meus pecados, resolvi assistir hoje a transmissão ao vivo da sessão da Comissão de Constituição e Justiça que decide a constitucionalidade da reforma da Previdência. As deputadas do PSOL e do PT fazem um tal barraco para obstruir a sessão, que depois não venham reclamar quando dizem que mulheres são histéricas. Os homens não gritam tanto nem atacam como crazy Hoffman, kokai, rosário e uma do PSOL que parece que fuma cigarrilha de orégano ou tomou muito chá de camomila. É um exército mambembe — l’armata Brancaleone.
Acontece que representantes do Centrão querem modificar pelo menos cinco pontos do projeto da reforma. Houve então uma reunião de emergência dos líderes dos partidos com Rogério Marinho, Secretário Especial de Previdência e Trabalho, que foi chamado, e que comentou, depois da reunião, que não havia nenhum problema em adiar a votação para o dia 23.
Dito isso, como havia muita coisa para ser debatida, o relator concordou em adiar. O presidente da comissão, deputado Francischini, marcou então a votação para a semana que vem. Segundo ele, não faria diferença, porque Rodrigo Maia, presidente da Câmara, o informou que a sessão para começar a discussão da reforma da Previdência estava marcada para o dia 7 de maio.
O que a imprensa escreveu? Que o governo sofre mais uma derrota. E citam, como fonte, a postagem comemorativa do adiamento escrita pelo deputado tchutchuca , o filho do criminoso José Dirceu.

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