20 de janeiro de 2026
Ligia Cruz

O fogaréu da COP30

Um incêndio em um pavilhão era o que faltava para enterrar de vez a reputação de Lula. Péssimo como presidente e organizador de eventos.

Um incêndio na COP nos momentos finais do evento foi só um exemplo cabal do que de fato está acontecendo na Amazônia e no resto do país.

A ONU deve está muito satisfeita por ter confiado a um bêbado inconsequente, chamado Luiz Inácio Lula da Silva, a organização de uma conferência internacional do porte da COP.

A escolha de Belém, cedendo ao lobby de Helder Barbalho, governador do Pará, já era uma tragédia anunciada. A capital do Pará não oferece infraestrutura para abrigar um megaevento.

Hospedar em barcos foi uma ideia de jerico, provavelmente de Sidônio Palmeira, o marqueteiro petista. O próprio casal de turistas empedernidos da pátria, Lula e Janja, para dar exemplo, se alojou em um iate de luxo que gasta 3,6 mil litros de diesel por dia. Com direito a muita festança, dancinhas e furor etílico a bordo. O valor do contrato foi mantido sob sigilo por 100 anos. Óbvio que Lula, podre de rico, não ficaria em um hotelzinho ou hospedaria qualquer.

O incêndio é o exemplo do descaso, como todo o resto, às normas de segurança e de desrespeito às comunidades internacionais. Faltou água para beber e esvaziar as latrinas. A comida era, exageradamente cara, até para os padrões europeus. Condições insalubres de hospedagem e alimentação para quem não pertencia a nenhum staff.

Os 160 geradores movidos a diesel, combustível fóssil, não renovável, usados para alimentar a iluminação e minimizar a temperatura de Belém, já bastariam como exemplos nada recomendáveis para debater o clima do planeta.

Na verdade tudo não passou de um lobby petista para arrecadar recursos para um fundo que não trará um único centavo para a Amazônia. Mas para alimentar as burras dos mesmos corruptos que só têm o propósito de enriquecer sem esforços, às custas do dinheiro alheio.

Os 25 milhões de dólares de investimentos desejáveis são cifras ambiciosas demais para quem entregou tão pouco e mal. Se receber de quatro a cinco vezes menos já será lucro. A comunidade internacional percebeu a cilada. E contribuirão somente daqueles países que têm negócios ambiciosos no país e na Amazônia. O restante nenhum vintém.

Nada se viu além de lacração, espetáculo de rastejamento beirando ao pior de um carnaval pobre, discursos radicais vazios de discernimento, baboseira verde e falta de verdade com relação ao debate do clima. Com todo respeito à cientistas sérios que foram ver a coisa de perto.

Na franja do evento, a gritaria incontida de indígenas protestando contra as mentiras que estão sendo vendidas para a comunidade ambientalista internacional da agenda 2030. Eles denunciam as Ongs nacionais e internacionais por manietá-los e usá-los tão somente como motes arrecadatórios, sem direitos civis e de sobrevivência. São meros troféus nas mãos de inescrupulosos.

O premier alemão externou sua alegria por deixar para trás a imundície de Belém e voltar ao seu país. Uma caldeira que quando aquece com a luz do dia, traz o desconforto fétido para as narinas. Não pela temperatura, mas pelo relaxamento e a falta de higiene. Ele só disse o que sentiu. Eder Barbalho aprendeu com o pai o ofício de tomar sem dar. Ainda bem que Friedrich Merz não comeu o tacacá.

O fogaréu é só um aceno do que acontece de fato com a Amazônia. A mídia foi toda comprada para dizer que as queimadas caíram 11%. O que é uma grande mentira e não quer dizer nada.

A floresta queima porque não há recursos humanos suficientes para exercer a vigilância em toda a sua extensão e também pelos que fazem vistas grossas à exploração inconsequente. Até mesmo o PCC e o MST estão metidos por lá. E onde eles estão o que menos conta é a preservação.

Apagaram o incêndio, mas os fatos e as memórias não. A presença pífia de representantes de países de 56 em Belém para 198 em Dubai (COP 28) é gritante.

Essa edição ainda será comentada por muitos anos para a nossa vergonha.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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