16 de agosto de 2022
Ligia Cruz

O crime compensa


A cada semana somos golpeados de um modo. O que dizer de uma justiça que premia delatores e confessos ladrões dos cofres públicos com a fuga?
Com a retórica desprendida, de quem fechou o melhor negócio da vida, os relatos do Joesley causam repugnância até nos mais ingênuos. E fechou mesmo. Uma empresa que surgiu em 2007 enriquecer tanto em 10 anos, comprando concorrentes no mercado brasileiros e mais de 140 empresas do setor de carnes e derivados nos Estados Unidos, precisa de muita sorte ou de padrinhos influentes. Os afilhados de Lula e Dilma se deram bem.
E vai ficar assim? Só na conversinha velada e no atropelo do bom português?
Os Batista saíram do país – os da JBS não o Eike que também foi beijado pela lei suprema -, e já estão instalados na quinta avenida em Nova Iorque.
E os que ficam aqui dependendo de parcos salários, com os bancos e a Receita no encalço, fazem o quê? Choram fustigados pela economia destroçada e o destino em desvario.
O que Temer poderia ter feito e não fez, o torna um fraco, suscetível aos achaques dos mais vis personagens da história do atual país. Com todo o verniz de homem das leis, não disse não, sucumbiu como um coadjuvante. Delação não é prova cabal. Espero, sinceramente, que ele possa se explicar.
O brasileiro precisa parar de dizer que não gosta de política porque sua vida depende dela. Estamos no meio de um doloroso processo de depuração que envolve cada um de nós e está longe de terminar. Vamos aos próximos capítulos.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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