O BNDES já tem novo presidente

Foto: Arquivo Google – RENOVA Mídia

Gustavo Montezano, que era secretário especial adjunto de Desestatização e Desinvestimento do Ministério da Economia, agora é mais uma estrela da galáxia de economistas renomados.
O Brasil já teve uma enormidade de economistas em postos importantes dos governos, alguns célebres, mas poucos foram além do que se esperava. Alguns com mais relevo do que os próprios presidentes, como é o caso agora. Só que a economia não é uma ciência exata e está sujeita aos humores do mercado e este às medidas do governo, como uma roda viva.
Em todo começo de governo há uma expectativa elevada sobre a nomeação para o comando da pasta econômica. Em parte isso se deve à uma aura milagrosa que cerca o nome do novo ministro, como se este fosse capaz de salvar a pátria de todas as mazelas. Então renovam-se todas as esperanças, mas logo começam os entraves.
Joaquim Levy, engenheiro naval e doutorado em economia, foi o nome alçado ao ministério da Fazenda como substituto de Guido Mantega, com a promessa de acertar o passo da economia no governo de Dilma Roussef. Só que foi um fiasco. Autor das “pedaladas fiscais”, levou a presidente ao impeachment e o país para o buraco. Antes disso Levy estava no BNDES. Ele assumiu após a saída de Guido Mantega, o super ministro da Fazenda, do Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Lula e ministro da Fazenda no primeiro governo Dilma Rousseff.
O que causou estranheza aos observadores da política, especialistas ou não, é que ele foi aceito facilmente por Jair Bolsonaro, apesar de sua ascensão durante governos petistas. E o pivô da ira do presidente, Marcos Barbosa Pinto, foi indicado por ele para o cargo de diretor do Mercado de Capitais do banco estatal.
Ele passou de um governo a outro como o próprio Levy, sem sequelas, levado por Paulo Guedes. Pinto, advogado de formação, foi chefe de gabinete de Demian Fiocca, ex-presidente do BNDES, entre 2006 e 2007, durante o governo Lula. Um nome ligado ao petista Guido Mantega, implicado na Lava-Jato.
O fato é que esse desgaste poderia ter sido evitado já que uma das promessas de campanha era fazer uma devassa no BNDES. Foi ingenuidade manter nomes ligados ao PT em cargos na área econômica. Agora, lição aprendida, ninguém vai querer correr o risco de ser a bola da vez. Melhor ficar bem longe do foco do capitão.

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