Mercosul x União Europeia


Finalmente o Mercosul e a União Europeia celebram acordo em comum. Ponto para o governo Bolsonaro, que se empenhou efetivamente em consolidar a assinatura desse acordo ensaiado há 20 anos.
Enquanto o presidente está no Japão, em encontro do G20, o chanceler Eduardo Araújo e a ministra da Agricultura, Teresa Cristina e o secretário especial do Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, estavam na sede da UE, em Bruxelas, na Bélgica.
A vantagem para o Brasil e membros da aliança sul-americana é a possibilidade de formalizar o comércio entre os blocos com tarifa zero, em especial para produtos da agroindústria e pecuária. As condições serão implementadas paulatinamente e possibilitarão a economia dos custos logísticos, de exportação e importação e a geração de empregos.
Esse acordo nunca saiu do papel por falta de ações concretas, em especial do Mercosul, até porque, os próprios países membros do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai – tardaram a promover mecanismos para eliminar as barreiras alfandegárias dentro do continente, o livre trânsito entre os integrantes e as interfaces culturais. Nesse vão de 20 anos, o Mercosul foi desconfigurado numa malfadada proposta de aliança política continental durante os governos Lula, Dilma com Chávez/Maduro, da Venuzuela e Morales, da Bolívia, batizada de UNASUL.
Com a vitória de Bolsonaro essa intenção caiu por terra e o verdadeiro propósito do Mercosul, como bloco econômico, foi restituído e evoluiu nos últimos seis meses durante os encontros entre ele e o presidente argentino Macri, além dos demais representantes. O que leva a crer que, desta vez, os europeus acreditaram que o Mercosul atingiu a maturidade necessária para firmar compromissos. Na prática, os acordos devem gerar negócios em torno de U$ 125 bilhões e representa um mercado de 780 milhões de consumidores.
Essa é a segunda maior união de blocos, depois da celebrada entre a UE e o Japão.
Durante a reunião da cúpula do G20 e dos Brics, que está em curso, Bolsonaro recebeu a notícia do êxito do acordo, o que dá ao Brasil vantagens de integrar o hanking dos líderes mundiais.
E, por tabela, isso fortalece também os países parceiros e associados. É isso, menos fofocas e mais resultados.

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