
A operação americana de extração de Nicolás Maduro e esposa, levada a cabo às 3 horas da madrugada do último sábado, em Caracas, deixou os venezuelanos atônitos e os inimigos da América irados. Os desdobramentos vão além do que se pode imaginar e revelam um plano ardiloso que ultrapassa as fronteiras do país e apontam, como pano de fundo, para as três maiores ditaduras do mundo: China, Rússia e Irã. Cada qual com suas motivações.
Uma verdadeira operação de guerra estava sendo armada a partir de Caracas, com a participação integrada de Xi Jinping, Vladimir Putin e Ali Khamenei. Com o envolvimento direto de grupos de guerrilhas como as FARC, Hamas e Hezbollah, todos devidamente legalizados no país. Hugo Carvajal entregou toda a trama.
Já se sabe também que a Venezuela mantinha espiões infiltrados na América, facilitada em muito pelo programa de “portas abertas” de Joe Biden. E, inclusive, que através da empresa Simantec, fabricante de urnas eletrônicas, foi possível manipular as eleições que Donald Trump perdeu. Fato que o deixou extremamente irritado.
O governo venezuelano despejava reiteradamente todo tipo de droga em solo americano para abalar a base social e perverter a ordem no país, como uma tática de guerra deliberada.
As drogas ferem diretamente a alma americana, mas a influência e exploração das riquezas minerais da Venezuela pela China preocupam mais porque esbarram no desenvolvimento de sistemas de segurança, defesa e comunicação avançados. Hoje o governo chinês controla 90% das minas de terras raras no país. E está fazendo o mesmo no Brasil. É tudo um jogo de poder.
Diosdado Cabello, ministro do Interior e Justiça, o número dois do poder venezuelano, outro cafajeste da camarilha, apressou-se em assumir o controle. Mas nem toda sua testosterona e malignidade estão valendo muito no momento. Ele também tem a cabeça a prêmio, mas mesmo assim pretendia assumir a continuidade do chavismo. Vladimir Padrino, outro general, também se postulou à liderança e foi desdenhado. O jogo mudou de mãos.
Mesmo tendo sido figura decorativa no poder, a vice-presidente Delcy Rodriguéz foi empossada na presidência pela corrupta e aparelhada suprema corte. É com ela que o governo americano está falando e passando os recados de como as coisas devem ser de agora em diante, até que a normalidade democrática seja restabelecida. Não se sabe ainda quando serão as novas eleições. Ainda é cedo para isso.
Nicolás Maduro que liderava todo o esquema está definitivamente fora para responder por seus crimes. Sua saga de violência acabou. Mesmo Donald Trump tendo voltado atrás em relação à sua titularidade como chefe do Cartel de los Soles isso não é sinal de retrocesso, diante de toda a trama em que está envolvido. Essa história de cartel é fichinha agora.
Ainda não se sabe o que o venezuelano já disse ou quem entregou. Mas para ter havido um retrocesso, é sinal de que há uma negociação em curso. Se houver colaboração, sua pena, possivelmente de prisão perpétua, pode ser reduzida.
O que poucos sabem é que Cilia Flores, a esposa, não é apenas uma senhorinha inocente, casada com um ditador. Ela é a mente diabólica por trás de Maduro. Ambos atuavam em conjunto. Governavam, corrompiam e cometiam crimes juntos.
Enquanto o ditador fazia dancinhas e bravatas, Cilia fazia decretos, planejava, dava ordens aos ministros e cobrava resultados. Mais do que a cabeça do casal, era a estrategista do sistema. Ninguém ousava enfrentá-la.
O povo venezuelano sabe que se livrou não só do presidente corrupto, mas da influência maligna de Cilia, que piorava o tanto de ruim que o marido é.
Ela atuou como advogada na defesa de Hugo Chávez, na ocasião em que ele deu um golpe de estado. Conheceu Maduro nos anos 90 e se casaram. Como ele, enriqueceu com a corrupção e o cartel de drogas.
Na verdade, Cilia era a arquiteta jurídica do regime. Tornou-se deputada e implantou o silêncio na imprensa, expulsando todos os veículos críticos do governo da câmara. Com ela o nepotismo foi normalizado no país. Todos os seus parentes foram empregados e enriqueceram às custas do dinheiro público.
Com a morte de Hugo Chávez seu poder aumentou. Ela nomeava ministros, membros do governo e até generais. A cereja do bolo foi casar-se com Nicolás Maduro e tornar-se primeira dama ou a primeira comandante, como se intitula. Cilia e Nicolás são ambos responsáveis pela erosão das instituições democráticas do país.
Sobre Nicolás e Cilia pesam crimes contra a humanidade: 36.800 torturados,18.305 presos políticos, 468 mortos em protestos, 8 milhões de exilados, 8.000 violações de direitos humanos, 400 meios de comunicação censurados, 90% da população em situação de pobreza, 50% marginalizada, 3 eleições presidenciais roubadas, sem reconhecimento oficial e internacional.
O salário mínimo no país é de R$ 3,00. Fora os desaparecidos do regime, cuja lista se desconhece e as milhares de toneladas de drogas despejadas nos Estados Unidos e mundo afora, que mataram tanta gente. A Venezuela hoje é de fato um narcoestado, que alimenta um esquema internacional de muitos tentáculos.
Ninguém sabe na verdade se houve ajuda de dentro do governo venezuelano aos americanos, que tinham todas as informações, inclusive que o casal não dormia no Palácio de Miraflores, quando foi surpreendido pelas Forças especiais Delta dentro de sua fortaleza. Maduro protestou e Cilia se calou. Percebeu que era o fim da linha.
Durante a semana, a Venezuela passou por altos e baixos de rechaço e aceitação por parte do governo. Delcy esbravejou, disse que não cederia, que o país não seria governado pelos Estados Unidos, mas quando Marco Rubio, secretário de estado americano, passou a se comunicar com ela, afinou.
E já houve avanços. Presos políticos começaram a ser libertados e a imprensa começou a noticiar os fatos.
Com a prisão de Maduro os títulos do governo venezuelano reagiram nas bolsas. A estatal do petróleo PDVSA teve um aumento de 20% no pregão europeu.
A partir de agora, os resultados serão revertidos para o saneamento das contas públicas e da população, sob a vigilância americana. Espera-se que com isso haja uma reação na economia, alimente os níveis de empregos e o poder de compra da população.
Mas nada será instantâneo. O regime não caiu de fato. Toda a estrutura de poder construída desde Hugo Chávez está de pé. O país foi sistematicamente destruído pelo casal. Uma história de vilania compartilhada. A infraestrutura está colapsada, a inflação estratosférica levará décadas para ser debelada. Delcy está herdando um abacaxi enorme, difícil de descascar.
A falta de credibilidade popular nessa estrutura de poder de ideologia comunista agora tem poucas chances de se consolidar.
Ao longo dos anos do chavismo, o país passou a ser um disseminador não só das drogas produzidas na Colômbia e Bolívia, mas tornou-se também um posto avançado do Irã, China e Rússia, nas proximidades dos Estados Unidos. E mais: bancava Cuba com os resultados das vendas das drogas e do petróleo.
A pior situação é mesmo a de Cuba, que vinha sofrendo com a falta da mesada enviada pela Rússia, desde que o país se envolveu na guerra com a Ucrânia. Ultimamente a Ilha vivia da ajuda do petróleo venezuelano e do cartel de drogas.
Cuba está colapsando. A miséria chegou a um nível extremo nesses 70 anos de ditadura castrista. O povo cubano não ganhou nada com “la revolución” e se tornou refém de um regime sanguinário. A população vive de ração e a ONU, com toda sua horda de especialistas em direitos humanos, ignora.
O presidente cubano, Diáz Canel já apareceu na mídia dizendo que talvez tenham ido longe demais. Reflexão tardia depois que o caldo entornou. Agora estão sem eira nem beira.
Para completar todo o imbróglio, Donald Trump, em que pese o recuo de muitas decisões que toma, mirou no coelho e acertou um elefante. Tudo indica que o Cartel de los Soles, denunciado por Hugo Carvajal, general venezuelano detido nos EUA, seja apenas mais um braço de uma megaoperação do crime organizado mundial, que envolve a engenharia financeira de muitos países.
Há muita gente graúda metida nisso, sendo financiada e se suprindo da atividade espúria da esquerda latino-americana. Inclusive o Brasil, que tem na presidência, Lula, um dos fundadores do Foro de São Paulo, junto com Fidel Castro.
Essa estrutura de poder se beneficia da corrupção, dos crimes de colarinho branco, do tráfico de armas que alimentam o crime organizado e põe as sociedade de joelhos.
Vale dizer que os EUA ganharam um round. Um proxy desse universo criminoso e antidemocrático caiu e com ele os sonhos ambiciosos da China e demais ditaduras.

