11 de agosto de 2022
Colunistas Junia Turra

Mago e camarada bebem poção mágica aos pés dos “Pipineus”

O Alquimista, aquele livro que ninguém sabe de onde surgiu, ninguém conhecia o autor, ninguém tinha lido o livro, virou best-seller num passe de mágica.

Chegou a Número 1 na lista de compras de final do ano compartilhado ao máximo como presente de Natal e datas comemorativas. E vieram outros livros. Mas ficaram por isso mesmo.

Do tal “best seller”, eu ganhei vários seminovos e novos. Amigos de vários países me perguntavam: você leu? E eu respondia: Não!

E aí começavam as críticas. O autor é brasileiro, mas é ruinzinho, hein? Lê pra você ver.

Você tem alguém pra dar? Os brasileiros gostam?

E ganhei exemplares em várias traduções! Parecia que eu era uma lata de lixo literária!

Já os amigos brasileiros diziam: não dê essa porcaria de presente, joga isso fora. Não detona o Brasil.

Dei fim naquilo.

Nossos Clássicos

Se as pessoas acham que os estrangeiros não conhecem os grandes autores brasileiros se enganam. Se você lê a autoajuda de cada dia com frases feitas, tudo bem, só não chame de clássico!

Imagine, na década de 30 do século passado, o livro Capitães de Areia de Jorge Amado que foi traduzido em 49 idiomas. Grande Sertão, Veredas, de Guimarães Rosa com 600 páginas foi traduzido em vários idiomas na década de 50. E todas a obra deles. Assim também Machado de Assis, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector, Mário de Andrade.

Ficou em primeiro, mas não levou!

Numa livraria inglesa em Zürich, que é ponto de encontro famoso internacionalmente para quem gosta de trocar ideias sobre Literatura e encontrar os melhores livros, Coelho não entra. A dona, que tem filiais nos quatro cantos do mundo, torce o nariz só de ouvir falar nele.

“Brasileiros já me contaram que é um esperto que se aproveitou do músico Raulzito para se apropriar das coisas dele e ganhar fama”, ela diz mostrando CDs, LPs do Raul Seixas que ganhou de amigos brasileiros quando esteve na Bahia em outros tempos.

E tem mais, diz ela, quem viveu o fim dos anos 60 e início dos 70, geração Flower Power, viveu o Woodstock, leu Carlos Castañeda .Aí fica claro a “excessiva similaridade” na obra desse Paulo Coelho. Na minha livraria não entra!

Pra quem não sabe, Carlos Castañeda é um escritor e etnologista com raízes no Peru e no Brasil (Cajamarca, Peru 1925 – Los Angeles, USA 1978). Ficou famoso com a dissertação de mestrado publicada em 1968 na Universidade de Los Angeles: “The Teachings of Don Juan – A Yachi of Knowkedge”, lançado no Brasil como “A Erva do Diabo”.

Monica Bergano – Folha 2016

Erva do Diabo Paulo Coelho disse que já provou. Bom, ele disse drogas, magia negra e sexo irrestrito.

E tem até “poção mágica”.

Você já experimentou aquela dose de bebida exótica, uma espécie de vodka curtida no xixi de algum bicho exótico? O bicho mija na plantinha, eles arrancam a plantinha e enfiam na bebida. Fica lá.

Neste caso específico, é um raminho encharcado com o xixizão do bisão.

Só para esclarecer,”bisão” não é um bisavô grande. É uma espécie de búfalo encontrado na Europa e nos USA. E o xixizinho desse “bichon mijé”, vai lá para o que se vai beber.

Nem de graça?

Mas tem quem pague muitos dígitos por uma garrafa e beba muitas com amigos no Ano Novo em território francês.

E saiu nas colunas da grande imprensa. Mônica Bergamo registrou.

Paulo Coelho e Zé Dirceu brindando em alto estilo!!!

Monica Bergano – Folha 2016

Mas as máscaras caem e a verdade vem à tona.

Seja com truque mágico, carta na manga, erva do diabo ou vendendo a alma ao diabo, o mago amigo do camarada chegou lá, conseguiu dinheiro, conseguiu fama….
mas não vingou.

É coadjuvante do Raul Seixas. E ridicularizado no meio literário.

Um sucesso de vendas, uma obra fracassada. Um clássico do oportunismo literário.

Como o amigo Zé Dirceu, oportunista da Política, algoz de um povo, aliás de vários povos da América latina, do mundo inteiro.

Não perdem por esperar.

O diabo nunca esquece de cobrar!

Fonte: www.confrariadeelite.com.br

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Jornalista internacional, diretora de TV, atualmente atuando no exterior.

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