4 de julho de 2022
Colunistas Ilmar Penna Marinho

O grito de paz na independência do Novo Brasil


“Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz”. Tiago 3:18

O Dia 7 de setembro foi comemorado pacificamente por multidões de patriotas: famílias, crianças embandeiradas, motoqueiros e milhares de cidadãos que vieram de ônibus fretados. Lotaram a Avenida dos Ministérios em Brasília, a Avenida Paulista em São Paulo e, no Rio de Janeiro, a Avenida Atlântica, que nunca, mesmo no Réveillon e no Carnaval, teve um público tão gigantesco e tão ordeiro.

Foi emocionante ver o povo em massa proclamar na histórica data a sua fé no futuro do Brasil de viver na santa paz, sob a proteção de Deus.

“Todo o poder emana do povo” (artigo 1º e § Único da Constituição).

O povo se uniu na bem sucedida vacinação nacional e sabe que para haver “ordem e progresso” é preciso que impere primordialmente a ordem institucional, capaz de garantir a união de todos, a harmonia entre os Três Poderes e sobretudo a prática de uma Justiça que respeite os direitos fundamentais dos cidadãos, garantidos na Constituição.

Estamos todos esperançosos de que as sementes da paz darão o fruto da Justiça!

Foi deprimente, contrastando-se com os patriotas empunhando bandeiras verde amarelas por amor ao Brasil, assistir as milícias lulistas de bandeiras vermelhas, pagas com mortadelas, pregando o ódio contra o Presidente da República, e saudosas das mamatas da era maldita da roubalheira institucionalizada e da impunidade da corrupção estatal.

Sem dúvida, o melhor da festa patriótica foi participar do pacífico e democrático protesto contra a intolerável conduta dos autoproclamados “Guardiões da Constituição”.

Foi o dia do BASTA à “deplorável marcha da insensatez” do Supremo, iniciada com o fim da prisão em 2ª instância para soltar o maior ladrão da história do Brasil: o ex-presidiário-presidente Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro em todas as instâncias da Justiça.

Foi o dia em que o poder do povo reagiu contra a escalada de votos monocráticos da Ditadura dos Togados, que quebrou a harmonia entre os Três Poderes e a ordem jurídica e democrática.

O povo unido, jamais será vencido, não esquece que os Togados, acima de Todos e de Deus, perseguem o Chefe da Nação, eleito democraticamente, violando direitos e garantias individuais, impondo a censura a jornalistas e incorrendo em abusos contra “cidadãos, que tiveram seus bens apreendidos e suas liberdades de expressão e de pensamento tolhidas”.

Sem esquecer a fanfarronice do Togado que se vangloriou de pessoalmente “tomar a eleição” na Câmara para derrotar a PEC do voto impresso auditável, defendido patrioticamente pelo Presidente Bolsonaro para garantir “eleições limpas e democráticas”.

Nos palanques do 7 de setembro, o Chefe do Executivo desabafou:

“A paciência do nosso povo já se esgotou. Nós acreditamos e queremos a democracia”.

Depois das patrióticas manifestações do povo nas ruas, caberá à via negocial chegar, sem ruptura institucional, ao bem-vindo restabelecimento da harmonia dos Três Poderes, da Justiça e da “tranquilidade da sociedade”.

Se prevalecer a radicalização política, estimulada pela “tenebrosa” mídia com seu jornalismo imparcial, exaltando o negativismo e exasperando a desunião do Estado Federativo, as consequências serão imprevisíveis…

O fruto da justiça semeia-se na paz…

Que Deus proteja a democracia para que a Justiça seja igual para todos.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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