O choro da psudologia fantástica

Num episódio do seriado Law&Order da Prime, o detetive suspeita que o criminoso tenha um transtorno que identifica de “pseudologia fantástica”.
A psicopatia apareceu entre aspas na legenda, o que acirrou a curiosidade.

É um transtorno no qual o hábito de mentir se torna patológico, como foi descrito pelo médico alemão Dr. Anton Delbruck pela primeira vez na literatura médica, em 1891.

No seu livro “Mentes Perigosas”, a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa explica que tais psicopatas buscam poder e status, mentido exageradamente para alcançá-los.

Se endeusam de valores positivos pela necessidade de afirmação ou de prestígio no poder, a razão preponderante para a profusão das mentiras.
Não controlam os sinais faciais de nervosismo e apesar do esforço sobre-humano para contê-los, acabam desabando em crises convulsivas e desavergonhadas de choro.

Sabe quem já deu um show de choro convulsivo na televisão?

A Nação brasileira acompanhou o desfecho da eleição para a Presidência da Câmara:

– “Eu me preparei para não chorar”, disse, enquanto segurava o microfone e enxugava as lágrimas com o lenço – Foi uma honra que tive pelos últimos 4 anos e 7 meses. Onde eu tive a oportunidade de conhecer a nossa realidade e os nossos desafios” – desabafou o deputado Rodrigo Maia, na despedida lacrimosa da presidência da Câmara, onde quis se perpetuar, mas o Supremo não permitiu a sua reeleição ao cargo.

O deputado federal Otoni de Paula do RJ denunciou a grande mentira: “As pessoas viram o mal que ele fez ao Brasil, a postura arrogante dele durante todo o ano passado, de pandemia, a casa parou, as pautas importantes pararam.”

Chora…chora… Rodrigo Maia no melancólico adeus à presidência da Câmara, como se fosse o seu trono e suas régias mordomias um anexo do orçamento familiar.

Valter Bernat, editorialista de O BOLETIM resumiu bem o péssimo exemplo e legado: “Pautava o que bem lhe aprouvesse. Inúmeras medidas provisórias caducaram, por falta de votação, principalmente, a do auxílio emergencial. Não votava, não pautava e fazia questão de discursar criticando o Presidente Bolsonaro, pouco ligando para o que o povo ou que o país precisava.”

Em resumo, atrasou o Brasil em dois anos…

Chora…Chora… Rodrigo Maia, no ombro do Governador de São Paulo, João Dória.

Manipulou o cargo com incendiárias intervenções para desunir a Federação dos Estados. Usou a mentira como a munição favorita para aparecer na mídia global.

Ameaçou, no último dia, como integrante da Mesa Diretora, pautar os pedidos de impeachment contra o Presidente da República.

Semeou a intriga parlamentar para se postular um salvador da Pátria.

Chora…chora, a festa do poder acabou, sem mais os aviões da FAB e o palácio residencial.

O presidente Bolsonaro apostou tudo no jogo político: fez o presidente da Câmara e do Senado.

As redes sociais confiam nos novos eleitos e na bem-vinda “pacificação”, capaz de pôr um fim à “paralisia interna congressual”, que denegriu o Legislativo em 2020, e agora está apta a priorizar as pautas emergenciais, que ampliem a oferta de vacinas.

Que prospere o desengavetamento da agenda prioritária, em prol “do desenvolvimento social e do crescimento econômico”.

Que Deus proteja os eleitos Presidentes das duas Casas Legislativas para que se consagre a harmonia e a independência entre os três poderes e a vitória da saúde contra a Covid-19 no Brasil.


Foster The People – Pseudologia Fantástica (Official Music Video)

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