1 de julho de 2022
Colunistas Ilmar Penna Marinho

Bem-aventurados os que recomeçam a viver

A bem-sucedida vacinação no pais traz a certeza de que o Brasil vencerá a guerra contra Covid, à proporção que as internações e os óbitos vem diminuindo a cada dia.

Temos de expressar nossa gratidão aos profissionais da saúde pelo devotamento em salvar vidas, mesmo pondo em riscos as suas próprias e as de seus familiares.

Vemos a luz da salvação no fim do túnel com a bem-vinda volta à normalidade.

Cada um de nós planta a sua semente de esperança para recomeçar a viver.

Quando ingressei por concurso na Petrobras, em 1967, diziam que o petróleo teria vida curta.

Não ultrapassaria 30 anos e a estatal nunca cumpriria a missão estratégica de tornar o Brasil autossuficiente em petróleo, nem garantiria o abastecimento nacional em todo o território nacional.

A indústria petrolífera viraria sucata e a Petrobras um dinossauro de museu.

Campanhas impiedosas contra a estatal e os seus empregados proliferaram para apressar a venda do monopólio estatal petrolífero às empresas estrangeiras, rotuladas de mais eficientes.

O ex-genro do FHC, nomeado pelo sogro Diretor-geral da ANP, foi o mais fervoroso defensor da venda Petrobras a preço de banana, o que gerou a maior greve geral do país.

Com a descoberta dos gigantescos campos na Bacia de Campos pela estatal na costa norte do estado do Rio de Janeiro até o sul de Espírito Santo, o Brasil se tornou autossuficiente e as ações se supervalorizaram na Bolsa, ao sabor especulativo do contexto político.

Hoje, o Brasil é o 8º maior produtor de petróleo no mundo.

Com os leilões dos campos do Pré-sal, há de subir ainda mais no ranking.

Mas o petróleo refinado não é suficiente para garantir o abastecimento de gasolina e de diesel nas bombas, porque a capacidade de refino do país é menor que a voraz demanda por derivados.

O que falta é importado aos preços do barril do petróleo Brent, alinhados aos do mercado internacional.

Quando o preço internacional sobe, todo mundo protesta e a culpada é a Petrobras.

Daí a pressão para privatizar a estatal, a vitoriosa pioneira mundial na tecnologia da exploração em águas profundas.

Os milagreiros esquecem da importância de recuperar na Justiça os bilionários recursos desviados para contas secretas no exterior ou para financiar as campanhas eleitorais de gestores públicos, condenados no Mensalão e no Petrolão por ganância e corrupção no poder.

É inadmissível a impunidade dos 7 anos da Presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Dilma Rousseff, quando se efetivaram as maiores maracutaias da história da estatal.

O prioritário é a Justiça brasileira condenar a irresponsável gestora e a falsa economista, que autorizou todas as ilícitas licitações da estatal e a fraudulenta compra da refinaria de Pasadena.

Hoje, a impichada ex-presidentA Dilma desfruta de 3 supersalários, carros, motoristas, seguranças, viagens, tudo pago pelo sofrido contribuinte.

Após os 6 meses de circo eleitoreiro da CPI da Covid, é hora do poder soberano do povo exigir que se recupere os bilhões roubados da Petrobras, sem ter de esperar “20 anos, quando o mundo todo migrar para a energia elétrica, hidrogênio, energia nuclear, e a Petrobras vai valer zero.” (Paulo Guedes)

“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos”. (Mateus 5:6)

Que Deus proteja o povo brasileiro contra a corrupção, que a permanecer impune, destruirá o Futuro do Brasil.

Aos leitores interessados em conhecer mais sobre os julgamentos de corrupção no Supremo, que condenaram à prisão os dirigentes do Partido das Trevas e como foi descoberta a compra fraudulenta de uma refinaria no Texas pela PETROSIL, a maior empresa de capital aberto do país, recomendo a leitura do romance policial “A BESTA DE PASADENA” com sua empolgante trama de suspense e ação.
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Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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