Aos entes queridos que se foram

De repente, me bateu uma imensa saudade.

Sinto a dor e o sofrimento das famílias enlutadas pela perda de um ente querido, em tempos trágicos de Covid-19, em que a humanidade se priva do último adeus no cerimonial do luto.

Sem o convívio social e o apoio presencial dos amigos, a perda  é maior ainda pelos que se foram e deixaram um vazio em casa e no coração.

Foi na semana do carnaval que perdi a minha cadelinha cocker spaniel, a querida Bonjour, coincidentemente com a criminosa chegada do vírus chinês no Brasil.

Quem teve a felicidade de curtir um animalzinho de estimação, sabe a dor que estou sentido. Sabe o quanto angustia a falta de quem aturou por anos a fio as suas idiossincrasias e sempre retribuiu a sua dedicação com lambidelas, latidos e um focinho para dar amor.

Nunca tinha tido um cão na minha vida e sempre relutei em tê-lo, até receber na orelha a esfuziante lambida de uma cadelinha de apenas 4 meses.

Foi amor à primeira vista no canil. Definitivamente, tornei-me o seu amado “dono”.

Habituei-me a levar a pretinha rebolante para passear na praça perto de onde moro.

Aprendi a cuidar de seus rastros e a lidar com a euforia dos seus admiradores.

Habituei-me a ser amoroso e paciente com os animais. Só tenho a agradecê-la.

Foram mais de 12 anos de convívio com a Bonjour sempre fiel, debaixo da mesa do computador deitada no travesseiro macio e aquietada à beira dos meus pés.

Tornou-se a parceira da rotina solitária e da disciplina extenuante de um escritor, que se aventurou a escrever a TRILOGIA DO APOCALIPSE, cheia de mistérios e de suspense.

Viajou comigo nas imaginárias lendas das cidades de Angers, na França, e de Lucca, na Itália, cenários deslumbrantes, em que sempre me protegeu das Bestas aterrorizantes que criei.

A  Besta dos Mil Anos é o título da tela desaparecida da famosa Tapeçaria do Apocalipse do Castelo de Angers e está presente nos meus 3 romances policias políticos da Trilogia.

Na diabólica ficcional trama do último volume, A BESTA DE PASADENA, festejada pelos blogues literários (Conduta Literária, Lendo um bom livro, Minha velha estante, Cura Leitura, Atraentemente Evandro, Alegria de viver, Amar o que é bom, Gato Letrado…), a Bonjour é o único personagem real da Trilogia. Existiu, tal qual no livro III.

Foi inspiração na criação literária das romanceadas intrigas palacianas e dos corruptores subterrâneos do poder do Planalto da Alvorada.

No período das eleições municipais, realizadas em plena 2ª onda mundial da pandemia, relembrava dos beijinhos de gratidão todas as manhãs da Bonjour na minha orelha, que “acordavam a minha alma”, esperançosa no futuro da Nação.

No triste dia em que perdi a Bonjour, o veterinário Celso me doou um lindo gato preto, abandonado de manhã na porta de sua clínica. Queria com o seu gesto que voltasse a ter fé na renovação da vida.

Nada melhor, após a democracia brasileira se revigorar nas urnas, do que cobrar dos políticos com foro privilegiado de honrarem os seus mandatos e de semearem a união de TODOS os brasileiros contra a politização das vacinas, em testes mundiais, escolhendo  a de comprovada eficácia.

Com a esperança no meu coração, renovada pelo Chat Noir, acredito que, sob a proteção de Deus e sob o comando do Nosso Presidente, eleito democraticamente, vamos TODOS JUNTOS reconstruir um Brasil Melhor.

De repente, me bateu uma imensa saudade..

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