28 de fevereiro de 2024
Colunistas Ilmar Penna Marinho

A derrubada do muro da vergonha

O Muro de concreto, construído, em 1961, dividia ruas, bairros e famílias em Berlim.

Os líderes da Alemanha oriental e da União Soviética, vestindo peles de ovelhas, tentaram impedir o êxodo do paraíso socialista para a Alemanha democrática.

No dia 9 de novembro de 1989, o povo unido da Alemanha Ocidental derrubou o odioso Muro de Berlim, a vergonhosa hipocrisia murada da guerra fria.
A atual chanceler da Alemanha, Angela Merkel, alertou para a “dramática situação” da atual Alemanha com a invasão da nova variante da Covid:

Será pior do que tudo o que vimos até agora.

Será que a Chanceler também se referia ao perigo dos falsos profetas, que vestem “peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores” do versículo bíblico? (Mateus 23:28)

A verdade é que os 16 anos de corrupção dos governos lulopetistas continuam impunes, graças ao poder do Supremo de interpretar a Carta Magna e de revogar a prisão de Lula Inácio Lula da Silva, um réu condenado em todas as instâncias judiciai.

Pode perambular pelo país e no exterior, como candidato presidencial em 2022.

Sem as preciosas dicas do guru, o ex-Chanceler do Itamaraty, o ex-presidiário-ex-presidente não posou de estadista sóbrio, nem de ovelha negra, quando visitou Berlim.

Comparou a notável Chanceler alemã aos sanguinários ditadores, elogiando o “irmão cubano Raul Castro” e o reeleito ditador da Nicarágua:

Por que que Merkel pode ficar 16 anos no poder e Ortega não?

De regresso recente ao Brasil, carregando na bagagem a monstruosa roubalheira do Mensalão e do Petrolão, que o STF busca aliviar o peso, Lula tenta pegar carona no antibolsonaro.

Após um encontro com o arqui-inimigo Geraldo Alckmin do PSDB, e agora merecedor de “uma extraordinária relação de respeito” desabafou:

– “Eu quero construir uma chapa para ganhar as eleições. Uma chapa para mudar outra vez a história deste país”.

Em sua 1ª viagem à Brasília para “restabelecer as conversações com as forças políticas desse país”, o candidato petista intensificou os contatos com todos os partidos, em especial o PSB e a esquerda para garantir palanque nos estados, abrindo mão de candidaturas petistas aos governos estaduais, como parte da barganha para obter o apoio na sucessão presidencial.

Tenta ainda quebrar o distanciamento do candidato oficial do PSDB e do seu carrasco Moro.

O governador de São Paulo, que foi um bolsonarista fanático em 2018, hoje veste a pele do cordeiro arrependido: “ – Errei fortemente ao apoiar Bolsonaro na eleição contra o PT”.

O falso profeta paulista acredita que os eleitores só se “sensibilizarão pela política” no final da vacinação, quando a hipocrisia da conciliação da ética com o pragmatismo voltará a reinar no fingimento democrático da harmonia entre os Três Poderes.

Tudo faz lembrar Lula quando ensinou que para levar adiante a governabilidade: “Jesus teria que fazer aliança até com Judas”.

As falsas ovelhas candidatas nas eleições presidenciais, se ufanem, a exemplo do Presidente do Senado, de já estarem de “corpo, alma, mente e coração a serviço do partido e a serviço do Brasil.”

O Brasil da corrupção petista?

O Presidente Bolsonaro garantiu para os apoiadores em frente ao Palácio do Alvorada:

“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa para quem ganhar no voto auditável e confiável”.

Que Deus proteja o Brasil dos falsos profetas e ajude o povo a derrubar o Muro da Hipocrisia.

Ilmar Penna Marinho Jr

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

Advogado da Petrobras, jornalista, Master of Compatível Law pela Georgetown University, Washington.

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