O lado elétrico da força

Jaguar vai converter seus clássicos E-type em carros elétricos

A Jaguar anunciou há alguns dias que vai restaurar e converter em série seu mais icônico esportivo, o E-type – originalmente fabricado entre 1961 e 1974 e considerado um dos carros mais bonitos de todos os tempos. Batizado de E-type Zero, o carro foi apresentado como conceito no ano passado e, mais recentemente, causou frisson ao aparecer como coadjuvante do casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle. A receptividade ao (agora) silencioso carango foi tanta que a montadora resolveu oferecê-la ao mercado através de sua divisão Jaguar Classic, responsável pelas restaurações oficiais da marca.

A base mecânica (e elétrica) do novo/velho esportivo vem do I-PACE, o SUV de zero emissões da montadora e toda a conversão é feita de forma a manter a dinâmica do modelo original. As baterias, por exemplo, pesam o mesmo e ocupam o mesmo o lugar do motor de seis cilindros original, enquanto o motor fica instalado onde antes estava a caixa de marchas, de modo a manter a distribuição de peso inalterada. Estrutura, suspensão e freios não precisam ser alterados. Mudanças visíveis, mesmo, somente a opção de um novo painel digital e multimídia completa (algo futurista demais para o meu gosto, confesso) e interior com partes em fibra de carbono.

Segundo a Jaguar, o carro convertido tem autonomia de pouco mais de 270 km e sua bateria de 40 kWh pode ser recarregada em seis ou sete horas, dependendo da fonte de energia. E oferece uma performance digna de puro sangue, indo de 0 a 100 km/ em cinco segundos e meio.

Além de vender carros que recompra para restaurar e converter, a Jaguar vai oferecer esse serviço para os atuais proprietários do E-type e, para preservar a autenticidade do veículo original, garante que as alterações serão totalmente reversíveis – o que pode ser importante no mercado de clássicos, onde o modelo é bastante valorizado. Aliás, nada foi falado sobre o preço – nem dos veículos prontos para venda, nem do serviço para quem já os possui – mas é de se supor que seja beeeem alto.
O interessante é que, como o motor XK de seis cilindros do E-type foi produzido de 1949 a 1992 e também equipou inúmeros outros modelos da marca nesse período. Por isso, em tese, qualquer um desses clássicos – entre eles o esportivo XK-120 e os sedãs Mk2 e XJ6 – podem ser convertidos para a eletricidade usando o mesmo kit da fábrica.

Embora possa parecer uma tremenda heresia para os amantes de carros clássicos, a possibilidade de trazer essas joias para o lado elétrico da força pode ser a garantia de que eles ainda andarão pelas ruas, e não apenas expostos em museus, por muitos e muitos anos.

Fonte: Blog Rebimboca

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