O Futuro que não foi

Por suas formas, o carro que você vê nessas imagens já entrega mais ou menos sua idade. Quem curte carros e já passou horas ou dias navegando pela internet atrás de modelos exóticos e histórias automotivas já deve ter visto, se não este – que foi foi recentemente revelado e encontrei no excelente site americano de clássicos My Car Quest –, outros com jeitão parecido. Todos do final dos anos 1950 e comecinho dos anos 1960, quando as viagens espaciais estavam na imaginação de quase todo mundo no Ocidente, na visão de futuro geral e, claro, influenciavam o design automotivo. Esse aí, especificamente, é um projeto da Ford, que nunca passou desse modelo.

Na verdade, nunca passou da argila. Sim, porque, embora pareça bem real, esse é um protótipo construído como uma escultura, tem uma infinidade de detalhes e acessórios externos, mas sua alma é, digamos, totalmente mineral (vejo outro exemplo abaixo).

Naquela época bem anterior aos ambientes virtuais, nascidos em computadores, os modelos eram todos construídos dessa forma para poderem ser melhor estudados. Um médoto, que, aliás, perdurou até bem recentemente, em nosso século – se é que algumas indústrias ainda não o utilizem por aí.

O interessante é que, pelo que diz o site, este foi um dos muitos estudos feitos tendo como plataforma o Ford Falcon (acima). Para quem não ligou o nome à pessoa, quer dizer, ao carro, o Falcon era um carro de porte médio (pequeno para os americanos) e que chegou a ser fabricado na vizinha Argentina, entre os anos 1960 e 1980, ocupando um segmento equivalete ao do “nosso” Chevrolet Opala.

Se esta proposta não prosperou, outra, com o mesmo porte e base, acabaria se transformando em um dos maiores sucessos da marca em todos os tempos: o Mustang, lançado em 1964. Ou seja, embora remota, existiu a possibilidade de o pequeno esportivo da Ford ter nascido com esse jeitão “meio Jetsons” aí.

E aí, você gostou? Preferiria que fosse assim?

Fonte: Blog Rebimboca

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *