Não sou fã de coisa alguma mas, na ocasião compartilhei a postagem com amigos por revelar aspectos interessantes da cultura argentina.
No inicio do artigo fica-se sabendo que: “Palermo, charmoso bairro de Buenos Aires, tem a peculiaridade de ser um local no qual Sigmund Freud se faz presente no imaginário das pessoas.
Segundo a jornalista Délis Ortiz, “a Praça Güemes vive uma eterna crise de identidade: nasceu general Guemes; foi batizada como Santa Guadalupe; mas é conhecida como Praça Freud.
É o que o pai da psicanálise chamaria de conflito entre repressão, religião e paixão”.
Este local é considerado hoje uma das maiores concentrações de consultórios de psiquiatria, psicologia e psicanálise de Buenos Aires.
Ao redor da praça já existiu restaurante Freud, café Sigi, de Sigmund Freud, e até mesmo, há algum tempo, tentaram trocar o nome da rua Medrano por rua Freud.

Ainda que pareça hipotetica, a relação entre tango, alma portenha e a psicanalise.converge para uma cultura admirável que,ainda que não analise a crise argentina,tem um viés politico que traz à tona aspectos da vida nacional.
A radical,enérgica e inflexível decisão do atual governo argentino de impor a mais longa quarentena do mundo, manter seus acordos com os sindicatos e não ceder à negociações salariais patrões/empregados pode não resultar em sucesso no combate à pandemia,mas,sem dúvida, abriu as torneiras de mais uma crise econômica que adiciona sofrimento íntimo ao cidadão argentino diante de uma realidade mais ‘complexa’ que – dia dia- exige mais sacrifícios aos sobreviventes ou daqueles que conseguirão ultrapassar as dificuldades conjunturais da Covid 19.
Certamente não resultará em um belo tango!

