26 de maio de 2022
Adriano de Aquino

O início do desmonte de Lava-Jato

O desmonte gradativo dos cinco anos de incontestáveis serviços à Justiça e ao país, prestado pelos membros da Operação Lava Jato, hoje ganhou contornos mais deploráveis.

Tudo leva a crer que não se deseja apenas deletar as investigações e os processos criminais contra corruptos, os transferindo para uma corte eleitoral.

Desejam, sobretudo, silenciar os procuradores.

A Agência Brasil informa que Dias Toffoli, que preside o STF, anunciou que vai entrar com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e na corregedoria do Ministério Público Federal (MPF) contra o procurador da força-tarefa da Operação Lava Jato Diogo Castor.

A medida foi tomada pelo ministro durante a sessão de julgamento sobre a competência da Justiça Eleitoral para conduzir inquéritos de investigados na Operação Lava Jato.

Por meio de um dos advogados que atuam no processo, Toffoli tomou conhecimento de um artigo assinado pelo procurador e publicado em um site de notícias, no qual Castor questionou a competência desse ramo da Justiça para atuar em casos de corrupção.

Segundo o procurador, a Justiça Eleitoral, “historicamente, não condena ou manda ninguém para prisão”

Lembrando que: Com voto decisivo de Gilmar, TSE absolveu Temer e Dilma;

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 Mam/ Rio de Janeiro, Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da Funarj, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /Funarte e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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