
No século XX, o The New York Times foi a etiqueta mais famosa do mundo entre os veículos da imprensa empresarial.
Citar matérias, ter um exemplar na mesa do café da manhã, portá-lo ao lado da pasta executiva Louis Vuitton era sinônimo de sofisticação, bom gosto e consumo elegante de informação.
Por aqui, quando um redator ambicionava status, iniciava assim sua coluna semanal no jornal local: “deu no The New York Times”…
Aí veio o Século XXI. O boom da internet, blogs, redes sociais etc. A grande imprensa sentiu o impacto.
Até hoje, prestes a fecharmos 1/4 do novo século, o grande ícone da imprensa empresarial ainda não conseguiu acompanhar a velocidade, variedade, controvérsias e ineditismo do fluxo informacional digital.
Se o maior ícone do jornalismo internacional está perdendo o fôlego, imagine os replicantes em restrito domínio regional.
Uma das características de tudo que é novo é a impetuosidade, a irreverência, a dinâmica insurreta e veloz, fenômenos que viram o ‘status quo’ de ponta cabeça.
Hoje, navegando na Internet, me chamou atenção uma matéria de destaque postada pelo NYT na sua página virtual.
A matéria, de suposto cunho cultural, fala sobre o fracasso de bilheteria do filme Branca de Neve, da Disney. No início imaginei ser produto de uma das colunas de entretenimento do jornal. Que nada!
A matéria é mais uma lamúria progressista.
O jornal recorreu à especialistas (sic) para lacrar.
Em um trecho, o jornal atribui o fracasso a uma série de questões insondáveis.
Um dos especialistas é Jessica Winter.
Ela começa assim sua análise: “Não sou analista de bilheteria, mas, pelo que vale, meus filhos estão diretamente no grupo demográfico de ‘Branca de Neve’, e não acho que eles tenham ficado mornos em ir vê-lo porque sua estrela não tem opiniões suficientemente matizadas sobre o Príncipe Florian, o Presidente Trump ou a guerra Israel-Hamas.”
😄Jéssica não é especialista em bilheteria mas de política deve se achar magnífica. Então, tomem de ressentimento progressista:
“As razões por trás da implosão de ‘Branca de Neve’ são estruturais e multifacetadas, e emblemáticas de uma indústria que não tem novos conceitos e julgamento ruim sobre quais de suas velhas ideias justificam o renascimento”, continua Winter. “Seja o destino de ‘Branca de Neve’ se tornar um símbolo do fervor anti-woke, anti-D.E.I. que caracteriza a era Trump ou seja simplesmente uma vítima da fadiga de reinicialização, a identidade e as visões políticas de um artista nunca poderiam ter afundado o filme por conta própria.”
Winter escreve sobre a controvérsia em torno do fracasso de bilheteria do filme e a mensagem ‘real’ por trás dele.
É mole?

