O ex-governador de Goiás quebra a regra de ouro da sobrevivência política

Estava para nascer o candidato que caísse na armadilha de responder à seguinte pergunta: “Se o senhor não disputar o segundo turno, apoiará fulano de tal?”. Não está mais. Nasceu finalmente. Ele se chama Ronaldo Caiado, é candidato à Presidência da República e se oferece como alternativa a Lula e a Flávio Bolsonaro.
Caiado tem experiência política de sobra para dar e vender. Governou Goiás, seu estado, duas vezes. Foi deputado federal por cinco mandatos — no total, 20 anos — e uma vez senador, por quatro anos. Em 1989, uma vez finda a ditadura militar, concorreu à Presidência pela primeira vez montado em um cavalo branco. Ficou em décimo lugar; do total de votos válidos, obteve apenas 0,72%.
Médico ortopedista formado pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, casado e pai de quatro filhos, ele tem 76 anos de idade. É de direita desde quando ninguém admitia que fosse.
Entrevistado ontem pelo SBT News, afirmou que apoiará Flávio Bolsonaro caso ele avance para o segundo turno das eleições deste ano. Como Flávio está envolvido com o caso do Banco Master, o candidato justificou-se:
— Os problemas devem ser respondidos por cada um daqueles que venham amanhã a ser colocados em xeque ou na necessidade de se explicar. Agora, o fato pessoal não pode ser um fator que inviabilize esse ponto de convergência que nós temos.
Caiado evitou fazer julgamento direto sobre as ligações entre Flávio e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Para ele, ações pessoais devem ser esclarecidas pelos próprios interessados. E concluiu:
— A nossa oposição é exatamente o PT. Agora, se realmente alguém dentro do nosso grupo tem problemas, que ele se explique. Isso não pode ser usado, em hipótese alguma, como motivo para uma ruptura entre nós.
Depois da foto ao lado do presidente Donald Trump na Casa Branca, essa foi a melhor notícia do dia para Flávio.
Fonte: Gazeta do Povo

