17 de abril de 2026
Adriano de Aquino

O PIB dos estados dos EUA frente à potências mundiais

A Califórnia é a 4ª maior economia do mundo, ultrapassando o Japão. O PIB nominal da California é de aproximadamente US$ 4,1trilhões, superado apenas em ordem quantitativa pelo PIB dos Estados Unidos, da China e da Alemanha.

O Mississippi, embora seja o estado mais pobre dos EUA, possui um PIB per capita que rivaliza ou supera o de grandes potências europeias. No critério de riqueza por habitante (aviso aos interpretes da ‘justiça social’. Brasileiros sabem desde criancinha e por experiência propria que PIB não significa distribuição equitativa).

Com PIB per capita de aproximadamente US$ 53.872 em 2025 —o Mississipi supera potências mundiais consolidadas. Se o estado fosse um país, ele seria mais rico, por pessoa, do que o Reino Unido: o PIB per capita britânico gira em torno de US$ 52.000.

França: A potência francesa registra cerca de US$ 48.000 por habitante.

Japão: Atualmente a 4ª maior economia do mundo, o Japão tem um PIB per capita nominal significativamente menor, por volta de US$ 34.000.

Itália e Espanha: ambas ficam abaixo, com cerca de US 33.000, respectivamente.

Em linhas gerais, um Estado que promove desenvolvimento econômico sistêmico atrai investimentos sólidos,expande a base produtiva e oferece aos seus cidadãos mais chances de alcançar bem estar social e segurança.

O governador da Califórnia tem sido alvo de inúmeras críticas.

A política tributária e a gestão progressista/populista levaram o setor empresarial inovador e as empresas de tecnologia de ponta a empacotarem seus empreendimentos e se mudarem para estados mais acolhedores.

Ainda bem que, ao contrário do incentivo globalista, grandes empresas não mudaram para outros países, dizem os americanos otimistas.

* * *

“A empresa que literalmente inventou o Vale do Silício acaba de fazer as malas e deixar a Califórnia para sempre.

A Hewlett Packard Enterprise (HPE) — que nasceu em uma pequena garagem em Palo Alto, em 1939, com apenas US$ 538 — transferiu sua sede global para a região de Houston, no Texas.

Esta é a empresa icônica que definiu a inovação americana e criou o modelo para o Vale do Silício. Agora, seus principais executivos deixaram San Jose.

O governador Greg Abbott os recebeu de braços abertos, chamando o Texas de o melhor lugar para se fazer negócios. O gabinete de Gavin Newsom respondeu com um encolher de ombros frio: “Empresas vêm e vão”.

Sem planejamento. Sem urgência. Apenas três palavras desdenhosas.

Centenas de empresas fugiram da Califórnia nos últimos anos, alegando impostos altíssimos (alíquota máxima de 13,3%), regulamentações opressivas e custos exorbitantes. O Texas não cobra imposto de renda estadual — o que economiza centenas de milhares de dólares por ano para os executivos.

O simbolismo é brutal: até mesmo o berço do Vale do Silício rejeitou sua própria casa. Se a empresa que deu início a tudo não consegue justificar sua permanência, o que isso diz sobre o futuro de todas as empresas que ainda estão presas na Califórnia?”

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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