17 de abril de 2026
Adriano de Aquino

Grupos humanitários em áreas de confronto

Grupos humanitários que atuam em áreas de confronto, em apoio real às vítimas da guerra, diferenciam-se do ativismo midiático.

Esses grupos são legítimos e destemidos defensores da vida em zonas de combates severos.

Devemos a esses anônimos, a minimização da dor e sofrimento da população de Gaza em risco permanente.

O governo do Egito tem rigorosamente fechadas suas fronteiras para o turismo de ativistas europeus em férias, com destino a Gaza.

Minha sugestão é que as autoridades egípcias, em vez de estorná-los para a Europa, os estimule a embarcar no primeiro voo para o Sudão.

A guerra no Sudão, que começou em abril de 2023, é um conflito militar em curso entre as Forças Armadas Sudanesas e o grupo paramilitar Forças de Apoio Rápido (RSF). A luta pelo poder e controle territorial resultou em violência generalizada, deslocamento de milhões de pessoas e uma crise humanitária de grande proporção.

O conflito se iniciou com a escalada de tensão entre o exército liderado por Abdel Fattah al-Burhan e as Forças de Apoio Rápido (RSF) lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo.

A guerra causou a morte de milhares de civis, deslocou milhões de pessoas e levou à destruição de infraestruturas e serviços essenciais, como hospitais. Uma hecatombe descomunal.

O Sudão está enfrentando uma crise humanitária grave, com fome, falta de acesso a alimentos e água, e epidemias de cólera.

Relatórios indicam que diversas atrocidades foram cometidas por ambos os lados, incluindo assassinatos, saques e estupros, especialmente contra civis.

O conflito atual é apenas o mais recente de uma série de conflitos internos que o Sudão já enfrentou, com raízes em questões étnicas, religiosas e de disputa por recursos.

Antes de enviar minha sugestão às autoridades egípcias, me dei conta de que a barbárie que tomou conta do Sudão tem como epicentro correntes islâmicas divergentes com o pobre, sofrido e esquecido povo no meio.

Donde se conclui que genocídio no Sudão não é tão atraente para os europeus, para grande imprensa, políticos demagogos, Ongs e ativistas midiáticos.

https://www.facebook.com/reel/1617866935577740

Adriano de Aquino

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

Artista visual. Participou da exposição Opinião 65 MAM/RJ. Propostas 66 São Paulo, sala especial "Em Busca da Essência" Bienal de São Paulo e diversas exposições individuais no Brasil e no exterior. Foi diretor dos Museus da FUNARJ, Secretário de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, diretor do Instituto Nacional de Artes Plásticas /FUNARTE e outras atividades de gestão pública em política cultural.

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