14 de maio de 2026
Ligia Cruz

Um “salma” de palmas porque eles merecem

Não há tédio na república das bananas. Todo dia é uma nova batalha no front, de uma guerra cujas armas mais mortíferas são as bocas de dois pingarelhos e as mãos treinadas para o roubo.

O que mais impressiona é que o entorno não se envergonha e nem se abala com os desmandos e o toró de gafes que o casal de jecas patrocina por onde passa.

Seus conceitos rasos e os absurdos ditos e feitos se acumulam numa voracidade tal que não dá tempo de falar do primeiro que já vem o segundo e o terceiro. O que leva a crer que além de um marqueteiro raiz, o planalto precisa urgentemente de um psiquiatra ortodoxo.

A última. O “chefe” inteligentíssimo e orador perfeito, segundo a esquerda, se bandeou para a Rússia para comemorar os 80 anos de vitória daquele país na Segunda Guerra Mundial, a convite de Vladimir Putin. Uma honraria e tanto!

Vitória de quem? Milhões perderam a vida nos conflitos de 1939 a 1945. Joseph Stálin, o comandante do Exército Vermelho, se meteu na Alemanha para massacrar os nazistas, porque havia uma aliança com os países aliados, para livrar a Europa Oriental das garras de Hitler. Embora tenha sido fundamental, há outros heróis se é que se pode encarar dessa forma o que acontece em tempos de guerra.

Por ironia, o que o mundo ocidental fez foi trocar seis por meia dúzia. Além de tomar parte da Alemanha como espólio de guerra, a União Soviética, sob o comando de Stálin, anexou a Polônia devastada e mais sete países, forçando o total controle na Europa Oriental. E isso, até 1989, quando caiu o muro de Berlim. Nesse ínterim, milhões que se rebelaram contra a repressão política e econômica soviética foram mortos.

Mas o Jeca estava lá pomposo, ostentando no peito a fita de São Jorge, o símbolo da invasão da Rússia na Ucrânia, comemorando junto com mais 28 ditadores. Assumiu um lado – que o Brasil, de tradição neutra, jamais ocupou – por puro puxa-saquismo.

Para quem queria mediar a contenda com Volodimyr Zelensky, para ganhar o Nobel da Paz, a mudança foi súbita. Lula, quando não está representando, faz essas coisas. Não passa de um capiau, iletrado, avesso aos dados históricos.

E o pior é que ele pensa que Vladimir Putin é seu amigo. Não é. O russo não tem amigos e sabe quem são os borra-botas, que têm orgasmos múltiplos ao ganhar um título de “doutor honoris causa” da universidade São Petersburgo. Os mais próximos ele matou. Bastou ver o olhar frio e a impaciência do russo diante da patética cena de Lula colocando o óculos ao invés de por o fone auricular para ouvir a tradução na conferência. O mundo viu.

Seguro de si, cheio de orgulho por chegar ao topo do mundo – isso antes de o IBGE não virar o mapa mundi ao contrário, mudando os polos magnéticos da Terra – carregou a comitiva para a China, para continuar a chanchada por lá. Negociou milhões? Ah! Tá, com vantagens para quem? Vamos ver.

No país de Xi Jinping foi outro festival de estupidez. Aliás, a petistalha não sai de lá. Volta e meia tem alguém passeando, como se a China ficasse na esquina de Brasília.

A dupla, que põe os maoístas no pedestal, ignora que a Revolução Cultural chinesa promoveu expurgos, massacres, repressão a minorias étnicas de 1966 a 1976, totalizando 20 milhões de mortos, sem contar as mais de quatro milhões de vítimas das guerras civis, ocorridas entre 1927 a 1949.

Para quem é feminista, então, como Janja e Dilma, mais grave ainda. Para elas, deve ser fácil aceitar que a política de filho único, instituída em 1979, promoveu o aborto forçado, especialmente de fetos femininos.

Consta que o PC chinês evitou 400 milhões de nascimentos, com a instituição do aborto seletivo. O abandono de meninas em orfanatos e ruas foi cruel. O infanticídio mais horrendo dos tempos modernos.

Somente em 2015, outro dia, essa política foi relaxada permitindo aos casais terem dois filhos e, em 2021, até três.

Ignorando tudo isso, eis que a deslumbrada da República, com seu comportamento egocêntrico e mimado, deu um passa-moleque no líder Chinês, por conta do suposto favorecimento do tik-tok à direita no Brasil (?). Ela não sabe o que é ser inconveniente e odiada por um ditador chinês da envergadura de Xi Jinping. A resposta tácita, educada e irritada foi a de que a rede social pode ser regulada e até banida do país. A consorte chinesa também não gostou do atrevimento.

Xi Jinping não tem tempo para essas leviandades. Ao contrário do bêbado, ele está preocupado em negociar melhores tarifas com Donald Trump, para que sua economia não quebre. A atitude de Lula, ao contrário, em discurso na Rússia, foi a de “meter” o pau no presidente americano, para o mundo ver. Coisa de gente reba, falta de diplomacia para com um parceiro econômico importante.

Não bastasse isso, a primeira-dama brasileira, investida de seu papel auto-outorgado de falastrona da República, foi ainda apresentar o filme brasileiro – não se sabe para quem – que trata do desaparecimento de um político durante a ditadura brasileira. Isso em uma das ditaduras mais sanguinárias do globo!

Ela fez ainda uma homenagem chorosa à Dilma Rousseff, que esteve metida com a luta armada no Brasil e pediu uma “salma” de palmas para ela, como se estivesse no quintal de casa. Depois dessa, até a esquerda se calou. Nem a mídia esquerdista aguenta mais a dondoca do velho Lula.

Não há ritual diplomático, ordem protocolar que ponha limites à essa consorte oportunista que acredita que governa junto com o marido e ele deixa. É muita falta de classe numa pessoa só.

Quanta vergonha temos ainda que passar por toda essa falta de discrição de uma dupla que não sabe como se comportar e qual é o seu papel quando representa o país. Que esse pesadelo acabe porque somos a piada do mundo politicamente, diplomaticamente e eticamente.

“Criem fatos para que a gentalha faça fofoca enquanto estamos fora do país” – pensam eles – fazendo festa como se não houvesse amanhã. Tudo isso para dissimular e encobrir o mega-assalto aos aposentados e pensionistas do INSS. Mais um crime sem precedentes para a conta do PT. E não vai acabar aí.

Ligia Maria Cruz

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

Jornalista, editora e assessora de imprensa. Especializada em transporte, logística e administração de crises na comunicação.

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