Nada de novo no ataque a Sérgio Moro

Foto: Arquivo Google – RENOVA Mídia

Alguém se surpreende com o fato de Sérgio Moro ser, junto com Paulo Guedes, o alvo principal da extrema-esquerda tupiniquim?
Ambos são os dois pilares que ajudam a sustentar o governo Bolsonaro.
Derrubar qualquer um dos dois, ou os dois, teria pelo menos dois efeitos práticos e preciosos para essa verdadeira Liga da Injustiça que vem saqueando o Brasil há décadas.
Primeiro, obviamente, fortalece a narrativa de que o ex presidente foi alvo de uma conspiração – e, portanto, condenado injustamente.
Os arautos dessa narrativa – “conto de fadas” soaria mais fiel – , adeptos do capachismo e da lambeção de botas de todos que estão alijados do poder, estão ansiosos há tempos para libertar seu líder – e olha que faltam poucos meses até sua soltura, mas eles não podem esperar.
O discurso oficial dessa turma – que já deve estar ensaiado e divulgado nas redes sociais pelas Ovelhinhas de George Orwell – será: tratem de libertá-lo!
O segundo efeito de uma eventual derrubada de Moro/Guedes não é tão fácil de identificar – mas muito claro para quem acompanha o modus operandi da política do nosso Principado do Bananistão.
Moro e Guedes foram escolhidos por critérios estritamente técnicos. Coisa rara na seleção de ministros do Brasil. Ambos são luminares em suas ares, e prezam a independência e liberdade de ação.
Afastando os dois, fica muito mais fácil para os abutres e chacais da política banânica tentar por o presidente Bolsonaro de joelhos – o que fazem desde sua posse -e tentar impor a ele a escolha de novos ministros mais, digamos, “afinados” com a “arte” de fazer política aqui do lado de baixo do Equador.
Repito: alguém se surpreende com os ataques ferozes a Sérgio Moro?

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