O certo está sempre errado

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Antes de tudo, quero dizer que este 2017 ainda está como o gosto do cabo do guarda chuva de 2016, tá?
Por não falar nisso, gosto dessa fábula: Um velho resolveu vender seu burro na feira. Levou seu neto. Montaram os dois no animal e foram. Um grupo viu a cena e: “Covardia, duas pessoas em cima do pobre animal!”.
O menino desceu. Algumas velhas lavando roupa na chuva: “Que absurdo! Velho canalha, fazendo a criança ir a pé”. O menino montou, o velho desceu e jovens sentadas em furor: “Menino preguiçoso! Fazendo o velho andar”.
Então, os dois resolveram caminhar, puxando o burro e pálidos economistas: “Idiotas! Andam a pé, tendo este animal tão forte!”. Assim, avô e neto pegaram o burro e o carregaram nas costas.
Guardei o jornal O Globo, de 30 de dezembro porque li coisas bem parecidas, provando ser impossível agradar gregos e troianos.
Virou moda, vício e diversão criticar o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes, durante e depois das eleições. Seu eleitor seria o caipira, o abominável “homem branco raivoso”. Trump está fazendo o que ninguém teve coragem de fazer, dizer e criticar. Por exemplo, a ONU, Organização das Nações Unidas, é uma bobagem, “perda de tempo e de dinheiro” e de causar mais problemas do que solucionar.
Certíssimo. A ONU é um zero à esquerda e suas resoluções parecem as risíveis condenações do Papa, metem medo em ninguém.
Quem quiser conhecer o papel vergonhoso, patético e inútil da ONU basta ver o filme “Hotel Ruanda”. Mesmo armados, os soldados da ONU podem fazer nada, não podem atirar, matar, defender. É um fiasco, um fracasso. Por isso morreu tanta gente, covardemente, debaixo do nariz das forças da ONU.
Mesma coisa na guerra da Bósnia. Os “casques bleus” (capacetes azuis) foram humilhados. Eram amarrados em postes de onde podiam assistir à carnificina de camarote e braços cruzados.
Trump já havia chamado a ONU de um “clube para se divertir”. E é mesmo. A ONU só serve para beber Champagne 0800, parece o chá da Academia Brasileira de Letras. Ninguém a leva a sério.
Como levar a sério uma organização que tem como tradição ter suas assembléias abertas pelo Brasil, com discursos de Dilma e Lula?
Trump também desceu a lenha na OTAN, organização que considera “obsoleta” e financiada em excesso pelos Estados Unidos. Está certo de novo. Quem se lembra de alguma intervenção da OTAN?
Mas Trump não é um exemplo acabado de que é impossível agradar a todos. Virou unanimidade. Desagrada o mundo inteiro. Mas, eu gosto dele. Trump é a mais acabada vingança contra o nefasto politicamente correto.
Passemos ao presidente “Golpista Fora Temer”, outro que desagrada a torto e à direita. Talvez por se saber impopular até o talo, Temer está fazendo o trabalho sujo que todos prometem, mas nenhum faz, de FHC a Dilma, passando por Lula.
Todo mundo critica os ex presidentes que sequer tentaram aprovar reformas fundamentais para construir um Brasil melhor, como a da previdência, trabalhista, tributária e política. Quando aparece um Temer, de paraquedas, pra fazer o que tem de ser feito, pau nele!
Gente que criticava o prefeito de São Paulo, João Dória, por ser rico e distante do povo, agora tenta ridicularizá-lo por ter vestido roupa de lixeiro. “Demagogo, falso, puxa saco, oportunista…”.
Demagogo, falso, puxa saco e oportunista ele teria sido se tivesse feito isso na campanha. O cara começou agora, ganhou a eleição no primeiro turno, precisa bajular ninguém.
Jânio não era Vassourinha e Dilma faxineira?
E o Crivella doando sangue no Rio, em seu primeiro dia como prefeito? A mesma coisa, mas aí fiz uma piada: o Rio está tão Venezuela que até Vampiro, em vez de chupar, está doando sangue!
PS: Termino com minha máxima favorita. Os franceses dizem que não se pode ter a manteiga e o dinheiro da manteiga. Voilà! E isso, bem antes de “O Último Tango em Paris”!

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