Cavalgando um cisne selvagem


Eu estava quase saindo do luto por meu amigo, Jacques Chirac, quando, hoje, morre outro comparsa, Wagner “Waguinho” Grossi. Próxima parada, velório.
Por “issos”, voluntário da Pátria, fiquei esperando realizar meu sonho mais profundo: ser preso por vadiagem. Preso por vadiagem deve ser a Glória absoluta. Melhor, só viver na Penúria, mas isso, conheço de cor e salto alto. Tô latindo no quintal, para economizar cachorro…
Se saio do limbo, é por causa do Rodrigo Janot. Ele merece.
Quando Janot foi “eleito” Procurador Geral da República, logo de cara fui parabenizar meu cúmplice e seu primo, Eduardo Janot.
Eduardo é mais um de meus adoráveis canalhas de estimação. Alto, forte e bonitão; médico, colecionador de arte. Mandei-lhe minhas congratulações de “Estamos no Poder”, mas ganhei nem um “merci”, apenas uma curtida de Facebook.
Tudo bem!
Rodrigo Janot mostrou-se apenas mais um. Protagonizou fatos que já esqueci. Foi-se e foice. Ou tinha ido, mas voltou de com força.
Um das coisas que eu mais gostava na Idade da Pedra, era usar dicionários e enciclopédias.
A gente procurava um coisa e, no meio do caminho, achava várias pedras e pepitas; às vezes, até melhores que o obscuro objeto do desejo.
Agora, quem faz às vezes de dicionário e enciclopédia são o Google e o YouTube.
Por exemplo. Estava vendo, no YouTube, o PRESIDENTE, porra, BOLSONARO sair do hospital, mais uma vez, quando, ao final do vídeo, direto, ligado, surge uma entrevista com Adélio, de sinistra memória…
Adélio, para quem já esqueceu, não foi o cara que matou Celso Daniel e Marielle. Adélio tentou matar o PRESIDENTE BOLSONARO, porra II!
Recomendo o vídeo.
Nele, percebe-se que Adélio tem absolutamente NADA de doido. Nós, acostumados a ver aquela foto dele sendo preso, somos induzidos a achar que ele é realmente maluco.
Mas não. É articulado e fala bem. Tanto que repito: Tem nada de lunático. Sabia muito bem o que estava fazendo. E, se a Polícia quiser saber, realmente, quem mandou matar o PRESIDENTE BOLSONARO, porra III, basta seguir a pista do dinheiro. Há muito o “cherchez la femme” virou “cherchez l’argent”, “la plata”!
Adélio é um assassino fracassado e está fudido.
E o Janot, que nem tentou entrar para a História?
A declaração de Janot parece aquela mulher inacessível, por quem ficamos babando, como cachorro vendo frango rodar na padaria.
Janot encheu-nos de esperança e solução final, mas não foi até o final.
E ele poderia.
Se tivesse matado Gilmar Mendes, hoje seria presidente ou Prêmio Nobel da Paz.
Janot, que me lembra o depreciativo janota, poderia ter realizado o sonho de todo brasileiro decente.
O que Adélio teve, que Janot não tinha? Celulares, computador, cartões de crédito, faca e pensão em Juiz de Foro Privilegiado?
OK! A semente da ideia está plantada.
Mas seria emocionante, inclusive para a Netflix, se Janot tivesse cumprido a missão.
E, botando pimenta no assunto, no STF, um revólver é muito pouco. Ali é assunto para metralhadora.
Certamente, o Brasil ganharia muito se Janot tivesse a coragem do Adélio.
Mas, aqui não farei apologia do crime e da violência, por mais que eu tenha vontade de ter tido a vontade magnânima do Janot e os colhões do Adélio.
Quem adoraria a cena é o Quentin Tarantino.
Bonitinho, mas ordinário, acho que um tiro na cara, depois de dois em cada joelho e cotovelo, outro no saco e mais um no cu; é muito “light” para Gilmar e seus colegas asseclas.
Eu até já tinha pensado numa saída assim. Sequestrar a família de um segurança do STF, entrar com ele, armado, no valhacouto, e esvaziar minha AK-47, espingarda, fuzil, bacamarte, sexy pistols, etc…
Todavia, ainda sou mais a ideia do Eduardo Bolsonaro, usando um cabo de vassoura, dois soldados e um Jeep. E sei muito bem onde eu enfiaria o cabo da vassoura…
Cotovia, ainda sou mais por uma saída à francesa.
Molière, no final de uma de suas peças mais famosas, “O Avarento”, impõe ao personagem principal e avarento, o pior castigo para alguém como o Tio Patinhas: tirar o dinheiro dele, deixa-lo na já citada penúria. E pior, obrigá-lo a trabalhar…
Isso vai bem na linha do que acredito. Um estuprador! Cadeia é pouco! Ele tem que ser castrado e ser jogado numa cela imunda, com vários “ladrões bolivianos” de Nelson Rodrigues…
Para mim, o simples fato de lagostas e vinhos premiados no STF; um promotor de JUSTIÇA que declara R$ 24 mil mensais como “miserê”, já seria motivo de demissão, devolução e prisão.
Mas vivemos no Brasil, país que humilha, todo dia, “Malícia no País das Maravilhas”.
Janot passou de herói a bandido. O cara tirou antes de dar e atirar. Ficamos só no gostinho, só vendo o frango rodar na padaria, vendo a mulher amada no Facebook sumir à francesa, não com o Chirac, mas com o Adélio da hora.
É uma pena que “O Dia do Chacal” não tenha dado certo nem no cinema.
Lembram do filme? Ressentidos com o presidente da França, herói fajuto da 2ª Guerra Mundial, general Charles de Gaulle – que deu a liberdade à Argélia – contratam um assassino profissional para matar De Gaulle.
O livro é ótimo, a primeira versão para o cinema idem.
Como todos deveriam saber, o atentado não deu certo, De Gaulle morreu de velho.
O livro serviu apenas para tira-gosto, melhorar a segurança de De Gaulle e apelidar o famoso terrorista “Carlos”, como “O Chacal”.
“Carlos” era uma besta quadrada, terrorista de domingo. Ganhou fama à toa. Mas recebeu o apelido porque, numa das buscas da polícia, encontraram entre as coisas de “Carlos”, o livro “O Dia do Chacal” (1973), de Frederick Forsyth.
PS: Espero que o próximo Procurador Geral da República seja mais Chacal e menos Raquel.
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