3 de julho de 2022
Vera Vaia

Tragam meus sais (de frutas)!

Foto: Arquivo Google

Depois de muito antiácido ingerido após assistir ao depoimento do Lula, prometi a mim mesma que não escreveria sobre esse assunto, que já foi amplamente debatido, por todos os lados.
Pelo lado da justiça, que teve de encarar uma excrescência do mais baixo nível, que pensa que todo mundo é idiota. E pelo lado dos idiotas, propriamente ditos, que acham que o resto do mundo é idiota como eles.
Lula tratou o juiz com arrogância e falta de respeito o tempo todo, achando que ainda é alguma coisa.
Mesmo que fosse um presidente, ele deveria tentar ser um pouco mais educado. Claro que isso seria uma tarefa difícil, para quem tem a escrotidão como símbolo, mas ele poderia, pelo menos, tentar ser um pouco mais fino e mais humilde no lugar de ameaçar e de interrogar. Passou o tempo todo fazendo perguntas pro Moro, como se estivessem numa mesa de bar, conversando sobre as notas dos filhos na escola ou sobre as suas mulheres. Aliás, a dele deve ter se revirado no túmulo toda vez em que o dileto marido a jogava numa cova ainda mais profunda.
Num desses momentos ele expõe a sua arrogância, tentado fazer parecer que é o poste que mija  no cachorro, com a pergunta: “Dr. Moro, o senhor se sente responsável de a operação Lava Jato ter destruído a indústria da construção civil? O senhor se sente responsável por 600 milhões de pessoas (sic) que perderam o emprego no setor de óleo e gás da construção civil? Eu tenho certeza que não”! Ao que, com polidez, o juiz responde: “o senhor entende que o que prejudicou essas empresas foi a corrupção ou o combate à corrupção”?  
Falar sobre as outras mentiras que contou, e de algumas contradições em que caiu, provocam ainda mais minhas contrações peristálticas, então vou tentar me esquecer do que ouvi até agora e deixar que a justiça resolva esse assunto. E que ela faça esse ser peçonhento se atolar nas próprias mentiras, quando concluir que todas (e não são poucas) as delações que citam seu  nome, não são “declarações mentirosas de quem quer se livrar da cadeia”.
E por falar em estômago, outro fato que seria cômico se não fosse tão nojento, é o ataque que os oposicionistas ao Maduro estão fazendo contra as Forças Armadas da Venezuela: estão usando frascos plásticos, potes, garrafas e sacolas de supermercado (já que elas não tem serventia mesmo), para a fabricação do  Cocotov, um genérico do coquetel Molotov, que leva ingredientes orgânicos como xixi e cocô no lugar da gasolina.
Quando o exército vai pra cima dos manifestantes com gás lacrimogêneo, eles respondem com essas “bombas” sobre os soldados, que não se ferem com o artefato, mas que vomitam durante o combate.
Tem sentido! Os manifestantes devem ter optado pelo método homeopático para combater a “doença” venezuelana: Similia Similibus Curantor! Traduzido exclusivamente para esse caso, quer dizer, merda com merda se cura!
Mais um assunto causador de náuseas? O casal João Santana e Mônica Moura deve devolver algum dinheiro ilícito à justiça (cerca de 80 milhões de reais), mas  ainda vai ficar com o suficiente para bancar o belíssimo apartamento de luxo onde estão “em prisão domiciliar”, na Bahia, de frente para a Baía de Todos os Santos, como informou o jornalista Jorge Bastos Moreno, no programa Studio I da  última quinta-feira. E como a baia é de todos os Santos, até Santo trambiqueiro agora tem por lá!
Haja estômago para encarar esse “mês Lula”, recém inserido no calendário pelo homem mais honesto do Brasil!
E agora chega de texto nauseante, mesmo porque meus  antieméticos estão no fim!

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Mãe de filha única, de quatro gatos e avó de uma lindeza. Professora de formação e jornalista de coração. Casada com jornalista, trabalhou em vários jornais de Jundiaí, cidade onde mora.

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