Reinan!

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Essa semana, a inspiração para meu texto veio logo no domingo.
Pensei em escrever sobre a emocionante manifestação verde-amarela que tomou conta das ruas, país afora.
As avenidas cheias de pessoas do bem, que não provocam quebra-quebra, que seguem pacificamente, em pleno exercício de cidadania.
Foi bonita a festa, pá! Fiquei contente!
Todos contra as mexidas sorrateiras no pacote anticorrupção, que políticos imundos fizeram na calada da noite. E todos contra o Renan Calheiros que tentou aplicar o golpe no Senado, impondo a votação da matéria em caráter de urgência.
Já no dia seguinte, mudei ligeiramente o tema. Escolhi escrever sobre a atitude do Ministro Marco Aurélio Mello que determinou que réu não pode exercer a Presidência do Senado. Eba! Que assuntão!
Logo depois das manifestações nas ruas, vem esta boa noticia! Até que enfim alguém resolveu parar o rei do cangaço.
Então vamos pra frente da TV pra ver seu Renan receber a notificação de que ele não comanda mais a mesa. E aí acontece o quê? O que todos vimos. Com a desfaçatez que o caracteriza, finge que não está em casa e mais tarde declara em entrevista, que notificações não podem ser entregues após às 18h e manda sua assessoria “agendar” para o dia seguinte, às 11h no Senado. E como era de se esperar, no dia seguinte, no horário marcado, o ilustre senhor não se encontrava na Casa de Leis. Chegou três horas mais tarde, e com total confiança no seu taco, vai direto pra sua cadeira como se nada tivesse acontecido.
Nesse intervalo, entre a decisão do juiz e a conclusão dos fatos, pensei também em escrever sobre aquele que seria o substituto de Renan, Jorge Viana do PT.
Quem é mesmo esse Jorge Viana? Ah, lembrei! Não é aquele que junto com seu irmão Tião, manda e desmanda no Acre e que está sendo processado por improbidade administrativa?
Que situação. Sai o roto, entra o rasgado?
Bom, mas nem precisei pesquisar esse assunto, porque simplesmente rasgaram o papel do Ministro Marco Aurélio.
Mas para que todos ficassem bem na fita, dois dias depois, o STF tomou uma decisão salomônica: cortaram o homem ao meio e decidiram que a parte menos podre fica na presidência do Senado, mas que a outra, a mais estragadinha,  não pode substituir o Presidente da República. E ele agora, deve estar rindo do Marco Aurélio, e dos milhões de brasileiros que saíram às ruas exigindo sua saída.
E todo esse ti-ti-ti gerou conchavos, conversinhas convincentes ao pé do ouvido, e muita confusão. Tanto que a festa de confraternização natalina, que seria realizada no Palácio, no dia 07/12/2016, foi cancelada um dia antes. Ia ser uma festa e tanto, provavelmente com troca de presentes entre os “inimigos” secretos e muita comida. Um desperdício!
É de se imaginar que um regabofe dessa grandeza já estivesse sendo preparado com certa antecedência e como teve de ser cancelado na última hora, fica a pergunta: onde é que vão enfiar tanto peru?

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