17 de abril de 2024
Colunistas Sylvia Belinky

Onda de calor

Mãe natureza está, há tempos, nos mandando recados inequívocos de que pode se rebelar diante das enormidades que temos perpetrado contra ela e reiteradamente, como se o universo nos pertencesse.

É interessante verificar que, muito antes de sonharmos com a IA (Inteligência Artificial) em ação “pra valer”, já sabíamos que estávamos trilhando um caminho sem volta e, apesar disso nós, os supostos “donos do pedaço”, insistimos nele.

Einstein, sem dúvida uma das maiores inteligências que já habitou estas paragens, alertou que não se pode pretender acertar, se partirmos sempre de premissas furadas e, principalmente, se insistirmos em trilhar o mesmo caminho que anteriormente não deu certo.

O gênero humano é teimoso e continua tentando, mesmo diante das hecatombes, das chuvas e ventos furiosos, ondas de calor inclemente como essa atual que se espalharam por todo o planeta: ainda assim, estamos convencidos de que “a vitória será nossa”!

Não será, mas, supondo que fosse, o seria a que preço? De que nos servirá o cenário de “terra arrasada”, de fome, de tristeza, solidão?

Continuamos no caminho da destruição que é o mais simples, aquele que os “pobres de espírito” trilham com facilidade.

Assim, vamos em frente com nossos governantes todos seguindo à risca Luiz XV, nos idos de 1.752, quando disse com toda pompa: “Après moi, le diluge ” leia-se, “quando eu já não estiver mais por aqui, vocês que se danem”, já que, importante de fato, sou eu (nossos governantes têm evitado a clareza dessa última parte…).

O egoísmo e prepotência do ser humano é de tal ordem, que estamos legando a nossos próprios filhos e netos, um mundo evidentemente desmoronando que se reconstituiria por completo se nós desaparecêssemos da face da terra e, conosco, nossa ausência de ética e compaixão para com os animais e para com todos os demais seres pelos quais fingimos empatia (alguém sequer conhece o significado dessa palavra ainda hoje?) mas que, na realidade, enxergamos como inferiores a nós…

Nós nos vemos como senhores todo poderosos, inventores de coisas como a IA que acabará – já está – nos dominando através da humilhação, da maldade, nosso “modus operandi” preferido – nos “despindo” e a nossos filhos na Internet, de forma “fake”, mas tão bem feita que nos vemos obrigados a explicar o inexplicável, situações em que jamais estivemos – ou eles…

Sylvia Marcia Belinky

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

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