22 de julho de 2024
Colunistas Sylvia Belinky

De cinema e comida

Nunca havia pensado numa sala de cinema como uma “experiência coletiva” porque, no tempo em que eu ia com frequência ao cinema, ela nada mais era do que simples prazer sensorial de ver alguma coisa que nos acrescentasse algo, fosse aos sentidos ou ao intelecto; mas, essa definição me agradou muito, como de resto, toda a narrativa feita para incentivar a ida aos cinemas.

Puxa! Faz tempo que não vou! Minha última experiência do tipo – só relativamente “coletiva”, dado que hoje as salas de cinema andam bastante abandonadas – foi assistir Elvis”, que curti muito. De resto, contando com a anterior, minhas três últimas experiências foram “biográficas”: Fred Mercury e Elton John. As três, sensacionais!
Não tem dúvida alguma que uma sala de cinema é uma experiência sensorial superlativa, não apenas pelo tamanho da tela, mas pelo silêncio, a não interrupção e o prazer de focar a atenção em um único local!

Os dois anos de pandemia acentuaram a preguiça das pessoas e, infelizmente, as salas de cinema estão cada vez mais vazias – o cronista que ouvi mencionou dois filmes lançados e que podem ser vistos neste final de semana: “Barbie”, do qual vi algumas cenas na TV e ouvi críticas excelentes e Oppenheimer.

O primeiro, dispensa apresentações, a respeito da boneca que completa 64 anos por agora e que, não obstante as críticas favoráveis, não tenho vontade de arriscar.
O outro, “Oppenheimer”, o inventor da bomba atômica que, pela descrição, tratava-se de um professor de física sem grandes pretensões, tendo o cronista se referido a ele como um filme tenso e sombrio, mas necessário.

E, por se tratar também de algo prazeroso, não posso deixar de comentar a propósito de um artigo, que li, sobre 150 alimentos que, supostamente, fazem mal à saúde.

Antes que perguntem se cheguei ao final dessa lista – sim, cheguei – quis ver até onde ia a estultice de quem a fez e também descobrir se era assinada. E era. Admirei a coragem dessa criatura, bem como a do meio de divulgação, de coloca-la para ser lida.

Assim, misturados, estão leite UHT com os gummy bears da Haribo; pão integral com OREO – e o pecado da bolacha é que vem “contaminada” com uma substância venenosa qualquer que vicia o incauto de cara e torna impossível comer uma só.

Amendoim é perigosíssimo, bem como todos os tipos de pipoca. Macarrão branco então, nem comentar.

Sardinhas, fotografadas em suas latas, bem como atum; molhos, quaisquer que sejam, de ketchup aos para salada, é comer e morrer.

Pimentas são todas execradas. E se você quiser escapar – do que, exatamente, não sei – estará fadado a uma vida absolutamente insípida (garantido) e pode ser que dure até os 100 anos (sem qualquer garantia…)

Estou fora!

Sylvia Marcia Belinky

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

Tradutora do inglês, do francês (juramentada), do italiano e do espanhol. Pelas origens, deveria ser também do russo e do alemão. Sou conciliadora no fórum de Pinheiros há mais de 12 anos e ajudo as pessoas a "falarem a mesma língua", traduzindo o que querem dizer: estranhamente, depois de se separarem ou brigarem, deixam de falar o mesmo idioma... Adoro essa atividade, que me transformou em uma pessoa muito melhor! Curto muito escrever: acho que isso é herança familiar... De resto, para mim, as pessoas sempre valem a pena - só não tenho a menor contemplação com a burrice!

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