20 de abril de 2024
Cinema

Traição / Treason

De: Matt Charman, criador, roteirista, EUA-Inglaterra, 2022

Nota: ★★½☆

(Disponível na Netflix em 01/2023)

Intrigas, disputas, segredos, ameaças de chantagem e, sim, traições, dentro do MI6, o serviço de inteligência e espionagem do Reino Unido nos dias de hoje – e, como não poderia faltar, a participação de gente da CIA e da SVR, as contrapartidas americana e russa da agência britânica. Esses são os ingredientes básicos de Traição/Treason, minissérie de 5 episódios de cerca de 50 minuto cada, uma co-produção EUA-Inglaterra de 2022.

Misturados a eles, vai também o retrato de uma família que se vê envolvida no tumulto capaz de abalar o governo desta que é a mais antiga e sólida democracia do planeta.

Matt Charman é o criador da série – o autor da trama bastante complexa, intrincada, e também do roteiro, ao lado de Amanda Duke, além de produtor executivo. É muito jovem – nasceu, em Sussex, Sul da Inglaterra, em 1979 –, mas parece ser do tipo geninho. Começou escrevendo para o teatro; foi contratado pelo National Theatre de Londres, e o então diretor da grande instituição o definiu como um escritor que tem “um nariz para uma história que não tem preço”.

Para não ir muito longe, basta dizer que Matt Charman foi o autor do roteiro de Ponte dos Espiões (2015), o filmaço de Steven Spielberg baseado em fatos reais acontecidos em 1957, no auge da Guerra Fria; naquele roteiro, que recebeu indicações ao Oscar e ao Bafta, trabalharam também os irmãos Joel e Ethan Coen. Ao lado do diretor Saul Dibb, Charman escreveu também o roteiro de Suíte Francesa, belo drama passado durante a Segunda Guerra Mundial.

Na minha opinião, esta Traição não chega assim a ser uma grande série, um trabalho absolutamente imperdível. Mas tem várias qualidades, sem dúvida alguma, e merece ser visto – em especial, claro, por quem gosta de tramas que envolvem espionagem.

E a série tem uma característica interessantíssima, fascinante mesmo. Além de ser dirigida por duas mulheres, Louise Hooper e Sarah O’Gorman, são mulheres as duas personagens centrais.

Está lá nos créditos. Pela ordem, estes são os principais atores da série: Olga Kurylenko, Oona Chaplin, Ciarán Hinds, Charlie Cox.

Depois desses quatro, vêm os nomes de Beau Gadsdon e Samuel Leakey, que fazem os dois filhos do casal interpretado por Oona Chaplin e Charlie Cox (os dois na foto abaixo). E em seguida vêm os nomes de mais duas atrizes, Alex Kingston e Tracy Ifeachor.

É sensacional: entre os oito personagens centrais de uma série sobre espionagem, com algumas sequências de ação para satisfazer os espectadores machos que não dispensam sequências de ação, cinco são mulheres!

Os fãs de Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jean-Claude Van Damme, esse tipo de coisa, não gostariam muito de Traição…

Uma bela abertura, com duas ações paralelas

A série abre com um atirador de elite preparando seu fuzil de mira telescópica e altíssima precisão, no jardim de uma casa de campo. Na casa está o casal Adam e Maddy (os papéis de Charlie Cox e Oona Chaplin). Um close-up de Adam, um close-up de Maddy; ela pergunta: – “Dá para consertarmos isso?” Ele responde: – “Nós temos que consertar.”

Um casal que obviamente enfrentou duros problemas, e está pensando em acertar as coisas – no exato momento em que um profissional se prepara para atirar neles. Em seguida vemos o letreiro: “Cinco dias antes” – e voltamos atrás no tempo, em mais uma abertura no que chamo de narrativa-laço, e os eruditos de in media res, aquele recurso de começar mostrando um evento de grande impacto para só então voltar atrás no tempo e contar como a história começou.

Diacho… Revi a abertura da série agora, enquanto faço esta anotação, para lembrar dos detalhes e não cometer algum erro, e, meu, é uma bela abertura!
Depois do letreiro “Cinco dias antes”, vemos, acontecendo ao mesmo tempo, simultaneamente, paralelamente, duas ações:

  • Aquele homem jovem que, cinco dias depois, estaria na mira de um atirador de elite, e que, veremos, se chama Adam Lawrence, e é o número 2 da agência britânica de inteligência e espionagem, está em uma escola, conversando com os garotos e garotas aí de uns 10, 11 anos, sobre o que é e o que faz o MI6. E é fascinante a conversa deles com os garotos (entre os quais está seu filho mais novo, Callum, o papel de Samuel Leakey), porque os jovens todos já ouviram falar em 007, James Bond, os agentes secretos a serviço do governo de Sua Majestade – e Adam Lawrence, bem humoradamente, tenta explicar que a vida das pessoas de verdade que trabalham no MI6 é muito diferente do que mostram os filmes de James Bond.

Traição / Treason

De: Matt Charman, criador, roteirista, EUA-Inglaterra, 2022

Nota: ★★½☆

(Disponível na Netflix em 1/2023.)

Intrigas, disputas, segredos, ameaças de chantagem e, sim, traições, dentro do MI6, o serviço de inteligência e espionagem do Reino Unido nos dias de hoje – e, como não poderia faltar, a participação de gente da CIA e da SVR, as contrapartidas americana e russa da agência britânica. Esses são os ingredientes básicos de Traição/Treason, minissérie de 5 episódios de cerca de 50 minuto cada, uma co-produção EUA-Inglaterra de 2022.

Misturados a eles, vai também o retrato de uma família que se vê envolvida no tumulto capaz de abalar o governo desta que é a mais antiga e sólida democracia do planeta.

Matt Charman é o criador da série – o autor da trama bastante complexa, intrincada, e também do roteiro, ao lado de Amanda Duke, além de produtor executivo. É muito jovem – nasceu, em Sussex, Sul da Inglaterra, em 1979 –, mas parece ser do tipo geninho. Começou escrevendo para o teatro; foi contratado pelo National Theatre de Londres, e o então diretor da grande instituição o definiu como um escritor que tem “um nariz para uma história que não tem preço”.

Para não ir muito longe, basta dizer que Matt Charman foi o autor do roteiro de Ponte dos Espiões (2015), o filmaço de Steven Spielberg baseado em fatos reais acontecidos em 1957, no auge da Guerra Fria; naquele roteiro, que recebeu indicações ao Oscar e ao Bafta, trabalharam também os irmãos Joel e Ethan Coen. Ao lado do diretor Saul Dibb, Charman escreveu também o roteiro de Suíte Francesa, belo drama passado durante a Segunda Guerra Mundial.

Na minha opinião, esta Traição não chega assim a ser uma grande série, um trabalho absolutamente imperdível. Mas tem várias qualidades, sem dúvida alguma, e merece ser visto – em especial, claro, por quem gosta de tramas que envolvem espionagem.

E a série tem uma característica interessantíssima, fascinante mesmo. Além de ser dirigida por duas mulheres, Louise Hooper e Sarah O’Gorman, são mulheres as duas personagens centrais.

Está lá nos créditos. Pela ordem, estes são os principais atores da série: Olga Kurylenko, Oona Chaplin, Ciarán Hinds, Charlie Cox.

Depois desses quatro, vêm os nomes de Beau Gadsdon e Samuel Leakey, que fazem os dois filhos do casal interpretado por Oona Chaplin e Charlie Cox (os dois na foto abaixo). E em seguida vêm os nomes de mais duas atrizes, Alex Kingston e Tracy Ifeachor.

É sensacional: entre os oito personagens centrais de uma série sobre espionagem, com algumas sequências de ação para satisfazer os espectadores machos que não dispensam sequências de ação, cinco são mulheres!

Os fãs de Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, Jean-Claude Van Damme, esse tipo de coisa, não gostariam muito de Traição…

Uma bela abertura, com duas ações paralelas

A série abre com um atirador de elite preparando seu fuzil de mira telescópica e altíssima precisão, no jardim de uma casa de campo. Na casa está o casal Adam e Maddy (os papéis de Charlie Cox e Oona Chaplin). Um close-up de Adam, um close-up de Maddy; ela pergunta: – “Dá para consertarmos isso?” Ele responde: – “Nós temos que consertar.”

Um casal que obviamente enfrentou duros problemas, e está pensando em acertar as coisas – no exato momento em que um profissional se prepara para atirar neles. Em seguida vemos o letreiro: “Cinco dias antes” – e voltamos atrás no tempo, em mais uma abertura no que chamo de narrativa-laço, e os eruditos de in media res, aquele recurso de começar mostrando um evento de grande impacto para só então voltar atrás no tempo e contar como a história começou.

Diacho… Revi a abertura da série agora, enquanto faço esta anotação, para lembrar dos detalhes e não cometer algum erro, e, meu, é uma bela abertura!
Depois do letreiro “Cinco dias antes”, vemos, acontecendo ao mesmo tempo, simultaneamente, paralelamente, duas ações:

  • Aquele homem jovem que, cinco dias depois, estaria na mira de um atirador de elite, e que, veremos, se chama Adam Lawrence, e é o número 2 da agência britânica de inteligência e espionagem, está em uma escola, conversando com os garotos e garotas aí de uns 10, 11 anos, sobre o que é e o que faz o MI6. E é fascinante a conversa deles com os garotos (entre os quais está seu filho mais novo, Callum, o papel de Samuel Leakey), porque os jovens todos já ouviram falar em 007, James Bond, os agentes secretos a serviço do governo de Sua Majestade – e Adam Lawrence, bem humoradamente, tenta explicar que a vida das pessoas de verdade que trabalham no MI6 é muito diferente do que mostram os filmes de James Bond.

– “Imaginem que vocês têm um segredo, alguma coisa que vocês queriam muito esconder, mas seus inimigos querem muito saber”, diz Adam para os alunos da escola de seu filho. “Como ficar um passo à frente deles? Todos os dias, as pessoas do MI6 trabalham secretamente, em todos os lugares do mundo, para deixar o Reino Unido mais seguro e poderoso, para que estejamos um passo à frente dos nossos adversários. Alguém sabe como o chefe do M16 é chamado?”

Quase todos os garotos levantam a mão ao mesmo tempo. Adam aponta para uma garotinha, que responde que é M. Adam, sempre sorridente, bem-humorado, diz que não, que aquilo é só nos filmes. E explica que o chefe do serviço secreto britânico é chamado de C, de “control”. – “O Controle comanda cada agente do MI6, inclusive eu mesmo. Eu sou o adjunto dele; ele é que manda”.

  • Corta – ah, a maravilha que é a montagem cinematográfica –, e vemos C., o Controle, o diretor-geral do Military Intelligence, Section 6, MI6, também conhecida como SIS, Secret Intelligence Service – e ele vem na pele e na cara fechada de Ciarán Hinds (na foto abaixo), esse ator irlandês que, para quem vem viu a série Roma, será sempre, eternamente, Júlio César.

C, Controle, aqui na ficção escrita por Matt Charman chamado Martin Angelis, um Sir, está saindo de um caríssimo carro negro oficial e entrando em um daqueles exclusivos clubes dos ingleses muito nobres e/ou muito ricos. Tem ali um encontro com uma figura importante, que logo veremos que é um juiz do Tribunal Superior.

No momento em que Sir Martin Angelis entrega ao juiz do Tribunal Superior uma pasta com documentos e fotos, estamos com exatos 3 minutos do primeiro dos cinco episódios da minissérie, e há um corte e vemos pela primeira vez Olga Kurylenko (na foto abaixo), em um close-up – o personagem da bela atriz, Kara, está caminhando na rua, com fones de ouvido e um rádio com o qual se comunica com um homem sentado em um carro estacionado perto da entrada do clube em que está o chefe do MI6.

Quinze anos antes, um caso de amor de agentes rivais

Vou acelerar um pouquinho a narrativa. Fast forward.

Ao mesmo tempo em que Adam Lawrence, o número 2 do MI6, está falando sobre o trabalho da agência para estudantes, em uma missão de relações públicas, seu chefe, Sir Martin Angelis, está exibindo para um juiz do Tribunal Superior documentos e fotos comprometedoras – uma chantagem, uma maneira de ter aquele figurão na palma de sua mão.

Pouco depois que o juiz vai embora, furibundo, mas para sempre com o rabo preso, sabendo que o chefe do MI6 pode destruir sua reputação, sua carreira, Kara, disfarçada como garçonete do elegante clube, serve a Sir Martin Angelis um uísque com veneno. Daí a pouquinho ele está sendo levado para um hospital e, na escola, Adam é avisado pelo celular do que acabava de acontecer.

ir Martin fica em coma – Adam, seu segundo, é empossado na chefia da agência de informação e espionagem de um dos países mais importantes do mundo.

Maddy, a mulher dele, fica feliz com aquilo, é claro. Ama o marido, confia nele, acha que ele está preparado para o cargo. Callum, o caçula, fica orgulhosíssimo. Ella, a primogênita, garota aí de uns 14, 15 anos, muito ao contrário, fica bastante incomodada com a coisa de que de repente entrarão guardas de segurança na vida dela, para ficar com ela o tempo todo, inclusive no colégio.

Kara havia sido uma agente importante do SRV, o serviço de inteligência e espionagem da Rússia. Quinze anos antes, ela e adam, ele então um jovem agente do MI6, haviam se conhecido em Baku, a capital do Azerbaijão, ex república da URSS. Kara chefiava uma equipe de cinco pessoas, que foram assassinadas, provavelmente por um agente ocidental – e ela passaria os 15 anos seguintes querendo identificar o assassino para se vingar. Antes daquele assassinato dos cinco russos, Kara e Adam haviam se tornado amantes. Perdidamente apaixonada, Kara havia passado para Adam segredos – que Adam havia usado a seu favor e por isso passado a ser muito respeitado no MI6.

Ao longo dos anos seguintes, Kara havia continuado a municiar Adam de informações preciosas – que faziam de Adam, cada vez mais, um agente admirado, respeitado na agência britânica.

E agora Kara aparecia mais uma vez, tirava do jogo o chefe do MI6, abrindo a posição para Adam. E ela queria, como recompensa por seu trabalho todo, a identificação do tal agente ocidental que havia matado o seu pessoal em Baku, 15 anos atrás.

Uma trama intrincada – e importantes são as mulheres

Aaaahnn? Parece um tanto enrolado, um tanto confuso? Se parece, a culpa é minha – não devo ter conseguido explicar direito. Mas isso aí que relatei é mostrado bem no início do primeiro dos cinco episódios da série. Muito mais informação virá a partir daí. Muito, mais muito mais…

The Prime-Minister, o sujeito que mora no número 10 da Downing Street, está fraco, está para cair – e há dois candidatos cotados para sua sucessão. Uma delas é a ministra de Relações Exteriores, a quem o MI6 está ligado, Audrey Gratz (o papel de Alex Kingston), uma pessoa correta, digna. O outro é um tal Robert Kirby (Simon Lenagan), um sujeito que a gente vê de cara que é um mau político, um populista safado – que, além de tudo, tem como seu principal apoiador e doador um milionário igualmente safado, Anton Melnikov (Danila Kozlovskiy) – que, naturalmente, conhece perfeitamente bem essa Kara que é muito mais poderosa que a Mulher Maravilha.

Já tá bom ou quer mais?

Tem muito mais.

A CIA tem registros, desde os incidentes de 15 anos antes, em Baku, que Adam é um agente duplo – trabalha também para os russos, o filho da mãe. E então desembarca em Londres uma poderosa unidade da CIA para seguir os passos de Adam, chegar até Kara, expor ao mundo a traição dele. A unidade da CIA é chefiada por Dede Alexander (Tracy Ifeachor), que, durante a guerra do Afeganistão, havia sido amiga-irmã de Maddy, à época capitã do Exército de Sua Majestade.

Ella, a filha adolescente de Adam e Maddy, é sequestrada.

Como? Está um pouco confuso? A culpa é minha. Na série, tudo fica muito claro.

O que temos então – insisto nisso – é assim: importantes são os personagens de

Olga Kurylenko – Kara, a super-mulher, super-espiã, super-tudo, que foi amante de Adam;

Oona Chaplin – Maddy, ex-capitã britânica, agora mulher de Adam;

Beau Gadsdon – Ella, a filha adolescente de Adam e Maddy;

Alex Kingston – Audrey Gratz, a ministra de Relações Exteriores, candidata a primeira-ministra;

Tracy Ifeachor – Dede Alexander, a agente da CIA amiga de Maddy que quer expor a “traição” de Adam.

Uma série sobre espionagem em que cinco dos oito principais personagens são mulheres!

Eu acho certíssimo. As mulheres são as mais fortes, as mais inteligentes, as mais sensíveis, as mais tudo. Nossa mãe, faz muito tempo que tenho certeza disso.

A série dá importância à questão de quem é mãe

Um detalhe interessante nesta série dirigida por mulheres, em que as mulheres são mais importantes que os homens. Os dois filhos do casal Adam e Maddy, Ella e Callum, são filhos biológicos de Adam e da primeira mulher dele, que morreu, pelo que dá para o espectador perceber, quando Ella ainda era muito pequena e Callum provavelmente era um bebê.

Não se fala isso explicitamente, mas Adam seguramente deve ter se casado com Maddy pouco tempo depois da morte da primeira mulher. Os dois garotos sequer se lembram da mãe biológica – foram criados por Maddy, Maddy foi de fato a mãe deles.

Esse é um detalhe, mas ele tem importância. Várias vezes, ao longo da série, é citado o fato de que Maddy não é a mãe biológica, mas se sente de fato a mãe dos garotos. Dede, a agente da CIA, diz para Maddy que eles não são filhos dela – e a mulher fica irritada com aquilo, garante que é, sim, a mãe dos dois. Achei isso bem interessante – uma série sobre espionagem, ação, que dá importância à relação entre mãe e filhos. Coisa da visão feminina – viva ela!

Uma palavrinha sobre as duas atrizes principais.

Como é bem sabido, a belíssima Olga Kurylenko – que fala em russo em vários momentos, no filme – não é russa, e sim ucraniana. Nasceu em 1979, quando a Ucrânia ainda pertencia à União Soviética, na cidade de Berdyansk, na região de Oblast, que foi ocupada pela Rússia após a invasão do país vizinho em fevereiro de 2022. Aos 13 anos, começou a trabalhar como modelo em Moscou, e aos 16 mudou-se para Paris.

Estreou no cinema em 2001 e até 2022 participou de 59 filmes e/ou séries; foi uma Bond girl em 007 – Quantum of Solace, de 2008, e fez. entre tantos outros, Sete Psicopatas e um Shih Tzu/Seven Psychopaths (2012) e Um Dia Perfeito/A Perfect Day (2015)

Oona Chaplin, como indica o nome, é neta de Oona O’Neill, a filha do dramaturgo Eugene O’Neill que foi a última mulher de Charlie Chaplin. Nascida na Espanha, em 1986, Oona é filha de Geraldine Chaplin e do diretor e roteirista Patricio Castilla. Começou a carreira em 2007, e no início de 2023 sua filmografia tinha 43 títulos – inclusive o já citado 000 – Quantum of Solace, a série Game of Thrones (2012-2013), Marcas do Passado/Aloft (2014). Gostei muito de vê-la nesta série. Está muito bem como a mulher muito mais inteligente, safa e forte que o marido que vira o chefão do MI6.

Vejo no Rotten Tomatoes, o site agregador de opiniões, que a série está com 67% de aprovação entre os críticos, mas apenas 40% de aprovação dos leitores. No IMDb, está com a nota 6,3 em 10, média da opinião de 14 mil leitores.

Anotação em janeiro de 2023

Traição/Treason

De Matt Charman, criador, roteirista, EUA-Inglaterra, 2022

Direção Louise Hooper, Sarah O’Gorman

Com Olga Kurylenko (Kara),

Oona Chaplin (Maddy Lawrence),

Ciarán Hinds (Sir Martin Angelis),

Charlie Cox (Adam Lawrence),

Beau Gadsdon (Ella Lawrence, a filha de Adam), Samuel Leakey (Callum Lawrence, a filha de Adam), Alex Kingston (Audrey Gratz, a ministra de Relações Exteriores), Tracy Ifeachor (Dede Alexander, a agente da CIA), Adam James (Patrick Hamilton, do MI6), Kevin Harvey (Olamide Bello, do MI6), Syrus Lowe (Kit Harper), John Lightbody (Frank Scott), Dinita Gohil (Zoe), Joe Macaulay (Pete Barnes), Brian Law (Tao, da CIA), Danila Kozlovskiy (Anton Melnikov, o milionário russo), Sargon Yelda (Malik Banajee), Clare Holman (Mary Angelis, a mulher de Sir Martin), Simon Lenagan (Robert Kirby, o candidato a primeiro-ministro), Jayne Aguire (assessor político), Alexandra Guelff (Gore, da CIA), Avital Lvova (Irena Belova, da agência russa SVR)

Roteiro Matt Charman, Amanda Duke

Argumento Matt Charman

Fotografia Balazs Bolygo, Jean-Philippe Gossart

Música Jamie Salisbury 

Montagem Ben Drury

Casting Sarah Crowe     

Desenho de produção Catrin Meredydd      

Figurinos Lauren Miller

Produção Bryony Arnold, Binocular Productions, Borderline Productions, Bryncoed Productions, ITV Studios

Cor, cerca de 210 min (3h30)

Fonte: 50 anos de cinema

Sergio Vaz

Jornalista, ex-diretor-executivo do Jornal Estado de São Paulo e apreciador de filmes e editor do site 50 anos de filmes.

Jornalista, ex-diretor-executivo do Jornal Estado de São Paulo e apreciador de filmes e editor do site 50 anos de filmes.

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