No país dos fantasmas

Deputado Jair Bolsonaro (Foto: Antonio Cicero / Photo Press)

À pergunta clássica sobre que país é esse, por ora uma boa resposta é que se trata de um país de fantasmas enquanto seu moço não vem.
Ignorar Jair Bolsonaro, aspirante a candidato à vaga do presidente Michel Temer, só contribuirá para que aumentem as chances de ele ser bem-sucedido. Apontá-lo como uma excrecência, também. Subestimá-lo, pior.
Cada quartel país a fora é uma célula da candidatura de Bolsonaro. Cada igreja evangélica, idem. Parte do eleitorado em geral descrente nos políticos não vê Bolsonaro como um deles.
Até aqui, o deputado nada de braçada à falta de nomes que representem uma melhor alternativa a ele. E assim será pelo menos até meados do primeiro semestre do próximo ano.
A centro-direita deverá parir um nome. Seria inconcebível que não o fizesse. Assim como a centro-esquerda e a esquerda. Quando isso acontecer, o mais provável é que Bolsonaro desinfle.
Os militares mais graduados conhecem bem os antecedentes de Bolsonaro, sua ficha corrida, e não gostam dele. Nem de longe imaginam um cenário onde se vejam obrigados a bater continência para um capitão.
Militares da reserva, que costumam conspirar à falta do que fazer, sonham com a eventual candidatura de um dos seus não só para esvaziar a de Bolsonaro como, se possível, ganhar a eleição.
O fantasma Bolsonaro alimenta o fantasma Lula, e vice-versa. O maior cabo eleitoral dos dois é Temer, que preside um governo fantasma.
Fonte: Blog do Noblat

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