E agora?


A história, a sociedade, o povo, as culturas, os impérios, são uma bola de gente em constante movimento, uma areia movediça que não se deixa capturar por um único retrato, por diagnósticos definitivos, sejam rasos ou profundos. Nesse instante há milhares de ideólogos que se autodiagnosticam como de esquerda, que dizem falar em nome dos fracos e oprimidos e que por isso mesmo agora estão nas redes e nos seus computadores a carimbar: a Globo é a raiz e a mãe de todas as desgraças do Brasil.
E agora, que Edir Macedo e sua Rede Record reivindicam para si o lugar de uma Fox News brasileira, que pegam Jair Bolsonaro no útero da urna e já o registram como o filho dileto presidente e convocam seu rebanho de fiéis muito fiéis a o ungirem presidente?
E agora, como fica essa equação, esse rito de passagem que pode se concretizar, do tempo histórico virar e a Globo se tornar a rede de oposição no país? Ou alguém tem dúvida, de que, diante de um candidato ou de um presidente AMADO por Edir Macedo e pela Record, a Globo não tem outra opção na peça trágica midiática que é isso a não ser virar toda a sua artilharia contra esse ungido?
E agora, aqueles que achavam “O” BBB (o programa), a máquina da alienação brasileira, por considerá-lo o circo das massas oprimidas em nome das quais a esquerda diz sangrar, o que acham do fato de “A” BBB (a bancada legislativa, nos estados e no País), a bancada de parlamentares da BALA (militares e armamentos), do BOI (agronegócios) e da BÍBLIA (neopentecostais/evangélicos) ter crescido tanto que explodiu de tão grande?
Já começaram a repensar e a fazer a “Dê Érre” da relação com a Globo?
Alô, parece que, ironia do destino, chegou a hora de a esquerda brasileira brincar de fazer a hashtg #tamojunto e #essaguerraénossa se referindo à Globo.
Como reflexão do dia para quem não gosta da ideia do capitão na presidência, só deixo isso: Entre o PT e a Record, vocês acham que a Globo odeia mais quem? Prefere quem? Vou pegar a pipoca e esperar quem diz que “com a Globo nunca”, mas está no cardiologista com medo d”A” BBB eleger um presidente para chamar integralmente de seu.
A Record “tá jogando pra contrato” perante o capitão, como se diz no futebol. Deem uma espiada no enquadramento das matérias sobre ele na emissora. Edição de debate da Globo passou a ser jogo de amarelinha na rua na década de 80.
Só avisando. Bem que poderia ter guardado esse tema para escrever um comentário pra rádio ou um artigo pro jornal, mas gastei antes só para avisar.
De nada.

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