Primeiro HD de petabyte do mundo pode ser composto por vidro

Disco rígido poderá armazenar tanta informação que levaria mais de uma vida humana para concluir um backup

Vinicius Szafran, editado por Daniel Junqueira

O primeiro disco rígido de petabyte do mundo pode ter o vidro como um de seus componentes principais. Esse é um consenso crescente entre os fabricantes de armazenamento em todo o planeta, que vai evoluindo conforme novos métodos para armazenar informações são desenvolvidos.

Até 2025, o mundo produzirá 175 zetabytes (ZB) de dados, de acordo com estimativas da IDC, valor alimentado pelo aumento na demanda por vídeos de alta resolução e pelo crescimento das redes de Internet das Coisas (IoT). Isso é quase seis vezes mais do que em 2018. No fim da década, podemos atingir a marca de trilhões de terabytes, já que um ZB equivale a um bilhão de TB.

O armazenamento óptico de dados tornou-se o centro das atenções por conta do Project Silica, da Microsoft. Pesquisadores da maior empresa de software do mundo – e segundo maior hiperscaler depois da Amazon Web Services (AWS) – foram capazes de compactar 75,6 TB de dados em um pedaço de sílica fundida do tamanho de um disco rígido de 2,5 polegadas.

Modelo de HD criado pelo Project Silica, da Microsoft. Imagem: Jonathan Banks/Microsoft

Para compreender melhor a escala, as maiores unidades de disco rígido do mundo atualmente têm um formato muito maior de 3,5 polegadas, e são capazes de armazenar no máximo 20 TB.

Em uma declaração do IEEE Explore, o CTO da Seagate, John Morris, confirmou que seu laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento também trabalha no uso de vidro como meio de armazenamento óptico de dados. “O desafio é desenvolver sistemas que possam ler e escrever com um rendimento razoável”, disse Morris. Empresas rivais, tais como Samsung, Western Digital e Toshiba, também devem seguir pelo mesmo caminho.

No entanto, existem alguns desafios bastante significativos a serem resolvidos primeiro. Por enquanto, a mídia é somente leitura, tornando-a perfeita para casos de uso Write Once, Read Many (WORM). Além disso, como não haverá nenhuma conexão de terabit com a internet por pelo menos mais algumas décadas, fazer um backup de um desses discos rígidos quase infinitos em um provedor de armazenamento em nuvem pode, literalmente, levar uma vida para acabar.

Via: TechRadar

Fonte: Olhar Digital

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